Servidor de Cardsharing brasileiro que operava de Portugal e foi fechado na operação Fake Sat… Mais detalhes

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Aos poucos as PolÁ­cias Federais do Brasil e de Portugal, PolÁ­cia Judiciária, vão liberando informações desencontradas sobre o servidor de cardsharing em solo de Portugal que tambÉm servia Á  usuários brasileiros do sistema.

Quero avisar que nesta matÉria, primeiro vou passar as informações que já foram publicadas aqui no Brasil e na Europa sobre este servidor, e depois, por dedução, usando a dedução a partir da grande quantidade de informações sobre o assunto que eu leio em fóruns e que de vez em quando publico aqui no GPS.Pezquiza.com, vamos tentar desvendar um pouco do modo de operação desta central de tv pirata multinacional.

No primeiro dia da apreensão a PF (Brasil) disse que a quadrilha de pirataria de tv por assinatura, que estava estabelecida em quatro estados brasileiros e tinha um braço em Portugal, faturava R$ 500 mil mensais.

Disse tambÉm a PF que as investigações começaram a partir de denÁºncias de operadoras de tv por assinatura brasileiras.

A PF informou que foi em GoiÁ¢nia que agia o braço da quadrilha responsíel por quebrar a criptografia das operadoras de tv por assinatura.

A PF não deu maiores detalhes sobre esse braço em Portugal deste grupo de pirataria da tv por assinatura, e ainda deu a entender que se tratava de um esquema de envio de receptores do Brasil para Portugal… Ou seja, informações totalmente sem lógica.

Leia as informações que publicamos sobre a operação Fake Sat nas matÉrias:

Central de TV Pirata foi desarticulada hoje pela PF em 4 estados

Operação Fake Sat, mais detalhes sobre Central de TV Pirata fechada pela polÁ­cia em 4 estados

PF aconselha usuários de Receptor Pirata a entregarem o aparelho em uma delegacia.

Já a PolÁ­cia Judiciária (Portugal) e a imprensa de outros paÁ­ses europeus que tambÉm foram atingidos pela operação Fake Sat começam a publicar informações diferentes sobre esta ação conjunta entre as polÁ­cias brasileira e portuguesa.

As informações publicadas na Europa dão conta de que:

– Foi apreendido um servidor de cardsharing em Portugal que tinha como clientes brasileiros em europeus de diversos paÁ­ses, este servidor de cardsharing tinha 10 mil clientes entre brasileiros e europeus e faturava cerca de 100 mil euros por mês, o que, convertido em real, dá cerca de R$ 500 mil.

– Este servidor de cardsharing pertencia a dois irmãos portugueses, um foi preso em Portugual e o outro foi preso aqui no Brasil, em GoiÁ¢nia.

– Uma reportagem publicada pelo site portugues Jornal de NotÁ­cias dá a entender que tanto o servidor de cardsharing em GoiÁ¢nia quanto a importação de receptores para o mercado brasileiro, atravÉs de empresas no Uruguai e no Paraguai, pertenciam aos portugueses e que as nove pessoas presas aqui no Brasil trabalhavam para os irmãos portugueses.

– Quais satÉlites e quais operadoras eram pirateadas pela quadrilha não foram divulgados nem pela polÁ­cia brasileira e nem pela polÁ­cia portuguesa.

– Os portugueses dizem que a investigação e a deflagração da operação Fake Sat se deu a pedido da polÁ­cia portuguesa.

Vamos então Á s considerações aqui do GPS.Pezquiza.com sobre esta operação Fake Sat.

– Esta quadrilha É liderada por portugueses, ou seja, É uma quadrilha de pirataria da tv por assinatura internacional que veio ao Brasil se aproveitar das facilidades do mercado brasileiro para a pirataria da tv por assinatura, já que a repressão a esta prática aqui no Brasil ainda não está tão agressiva quanto em Portugal.

– Foram os portugueses que pediram a investigação sobre esta quadrilha de pirataria da tv por assinatura e determinaram o dia e hora da prisão e apreensão dos equipamentos e estoque de receptores piratas desta quadrilha. Este tipo de operação está ocorrendo com muita frequência na Europa e a questão desta quadrilha de tv pirata atuar para abrir operadoras de tv por assinatura de diversos paÁ­ses da Europa pressionou os portugueses a organizar esta investigação e apreensão.

– A polÁ­cia brasileira, na realidade, não sabe determinar qual foi o dano que conseguiu provocar na operação brasileira desta quadrilha, as informações financeiras e de quantidade de usuários de cardsharing atingidos pela operação referem-se ao total de usuários de cardsharing que usavam os servidores da quadrilha entre o Brasil e a Europa.

– Os receptores vendidos por esta quadrilha aqui no Brasil vinham da China e não eram enviados para Portugal.

– A quadrilha mantinha em GoiÁ¢nia equipamentos para quebrar os códigos de abertura dos canais de operadoras de tv por assinatura brasileiras mas não servia nenhum cliente brasileiro a partir do Brasil, ou seja, o que eles mantinham em GoiÁ¢nia era um servidor de chaves de criptografia, e a partir dele enviavam as chaves das operadoras de tv brasileiras já abertas para o servidor de cardsharing em Portugal que então enviava estas chaves de volta aos clientes brasileiros.

– O servidor de cardsharing dos portugueses em GoiÁ¢nia servia a clientes da Europa recebendo as informações de um servidor de chaves destas operadoras que estava instalado em Portugal e enviava as chaves das operadoras de tv por assinatura europeias para GoiÁ¢nia que depois eram enviadas de volta via cardsharing para os clientes europeus. Este foi o motivo pelo qual os portugueses pediram a ajuda da PF para investigar e prender a quadrilha.

– Tanto a operação de cardsharing desta quadrilha de pirataria da tv por assinatura, quando operação de importação e venda de receptores piratas para os brasileiros eram feitas de maneira discreta, na tentativa de não chamar atenção da polÁ­cia brasileira. Eles tinham o armazenamento dos receptores no Uruguai e no Paraguai e traziam estes receptores piratas para o Brasil em pequenas quantidades de acordo com a necessidade destes receptores aqui no Brasil.

– É importante salientar que eles não eram loja nem no Paraguai e nem no Uruguai, e que já tinham os vendedores certos para quem repassar estes receptores e estes vendedores saiam de diversos estados brasileiros e Á­am buscar estes receptores na fronteira brasileira, em pequenas cargas para não chamar atenção da PF.

– A PF brasileira mirou inicialmente no pedido dos portugueses – fechar o servidor de cardsharing – e acabou descobrindo que eles tambÉm tinham uma operação de contrabando de receptores piratas para o mercado brasileiro, e conduziu, por conta própria, a parte da operação que resultou na prisão de diversas pessoas ligadas Á  venda receptores piratas.

– Em Portugal não houve apreensão de receptores piratas pois não É proibido comprar este tipo de receptor na Europa, o que É proibido É usar cardsharing ou qualquer outro mÉtodo de pirataria da tv por assinatura.

Quero reforçar aqui que as considerações que fiz sobre a operação Fake Sat se deram a partir do nosso conhecimento e Á  imensa quantidade de informações sobre o mercado de tv por assinatura e sobre os mÉtodos da pirataria da tv por assinatura que recebemos e pesquisamos desde 2009.

Nossas considerações provavelmente não refletem 100% da realidade sobre a operação Fake Sat, mas com certeza chegam bem próximo da realidade.

Desta maneira, fica a dÁºvida se a PF brasileira realmente está conduzindo investigações contra outros servidores de cardsharing no Brasil.