GLOBO EXPULSA DA TV PAGA DO JAPÃO POR BRASILEIROS RESIDENTES NAQUELE PAÍS [A HISTÓRIA REAL]

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Vamos puxar na orelha do verdadeiro motivo de a Globo ter decidido retirar o seu sinal do Japão: prejuízo em manter a operação.

[editado em 31 de março de 2019 para incluir informações atualizadas]

É bastante simples, para um canal se manter na grade de alguma operadora de tv por assinatura, seja aqui no Brasil, seja nos Estados Unidos, na Europa ou mesmo no Japão, é necessário que ele seja viável economicamente, não é mesmo? Ou ele dá lucro para a operadora em que ele está inserido, ou ele paga para se manter na grade quando a operadora já não tem mais interesse econômico nele. Se o canal decide pagar para se manter em alguma operadora de tv por assinatura isto significa que ele tem formas de lucrar com a sua programação, podendo então pagar para se manter no ar na tv fechada e ainda tirar o seu lucro.

Pensando em sinal de uma emissora brasileira no Japão, a quem interessaria esse sinal, sendo que a cultura entre os dois povos é tão diferente? Obviamente que só há público suficiente para pagar para assistir à programação de uma emissora brasileira, entre os migrantes brasileiros que residem naquele país. Não há entre os japoneses nativos público suficiente interessado em pagar para ter o sinal de uma emissora brasileira, mesmo ela sendo a Globo.

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Pensando então no público alvo da Globo no Japão – os brasileiros que para lá migraram -, e podendo a Globo ofertar naquele país um conteúdo diverso daquele que é ofertado aqui no Brasil, já que ela pode montar uma grade de programação diferente, ao gosto dos espectadores que estão no Japão, vemos que não foi esta a estratégia adotada pela emissora, muito pelo contrário.

Mesmo com o claro recado dos brasileiros residentes no Japão de que querem uma programação de conteúdo “conservador”, principalmente que respeite a hierarquia e o respeito familiar – valores muito bem quistos no Japão -, a Globo exagerou em ofertar um conteúdo progressista para os seus assinantes naquele país. Fez pior, exagerou em tentar mudar a opinião dos brasileiros residentes naquele país, que votaram maciçamente para a eleição de um governo conversador no Brasil, ou como a Globo gosta de classificar em sua programação, de extrema direita, com aproximadamente 90% dos votos a favor do conservadorismo.

O que vem ocorrendo no Japão, e pode se tornar uma onda em diversas outras partes do mundo, é aumento muito expressivo no cancelamento das assinaturas do sinal da Globo Internacional. Os assinantes da Globo, no Japão, em sua maioria, já não se identificam mais (ou não identificam o verdadeiro Brasil), no conteúdo ofertado pela Globo naquele país.

Manter uma operação de um canal para a tv por assinatura, em qualquer parte do mundo, custa caro, mas a Globo poderia pagar para continuar ativa na tv paga no Japão e não dar esse vexame não é mesmo? Sim, poderia, mas a Globo não tem mais como queimar dinheiro à toa, a empresa está quebrada e precisando se desfazer de tudo aquilo que dê o mínimo que seja de prejuízo, e o custo de se manter na tv fechada do Japão iria acumular um prejuízo mensal considerável.

Engana-se no entanto quem imagina que a emissora não tem estratégia para voltar a vender o seu conteúdo para o que ainda lhe resta de público no Japão. Sim, o caminho já está trilhado e a emissora tem sim outras alternativas para ter suas produções no Japão, entre elas está a parceria com plataformas online de terceiros e até mesmo o lançamento da sua própria plataforma GloboPlay em solo japônes.

Este tipo de atividade pode ser gerido, em sua maior parte, aqui do Brasil, com um décimo do custo do que seria se manter com um sinal de tv tradicional no Japão.

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Melhor ainda, a emissora poderá, e já está fazendo, alegar o seu avanço tecnológico e a necessidade de competir em pé de igualdade com outros grandes players do setor, como a Netflix, por exemplo, e ainda sair por cima na história.

Melhor ainda, ao longo do tempo a tendência é que a plataforma online gere um lucro nas operações internacionais, onde a Globo atualmente não o tem.

A emissora com certeza também sairá da tv por assinatura tradicional em outros mercados, ao passo que ainda existem mercados da tv paga no mundo que ainda lhe são favoráveis se ela abrir mão de certos programas que também desagradam internacionalmente.

Onde há brasileiros que migraram fugindo das políticas punitivas que há anos assolavam o Brasil, a conteúdo atravessado da Globo não conquista mais, mas onde há público de língua latina com menor impacto de migrantes brasileiros, ainda há bom mercado para a emissora.

Fiquemos em alerta para determinadas regiões da Europa já aderindo às hashtags anti-Globo nas redes sociais.

Por fim, vão-se os anéis e ficam os dedos. Você não precisa se preocupar com a elite da emissora pois está tem dinheiro guardado para sobreviver durante as próximas gerações.

[31/03/2019] Se você não leu as reportagens dos links sugeridos acima, vale a pena ler, pois a Globo já está com implementando a sua estratégia de venda direta de conteúdo através de plataformas de video on demand, em moldes muito bem arquitetados, onde o assinante poderá até mesmo montar seu próprio pacote de conteúdo.

Tem muita gente que não sabe mas boa parte do conteúdo de maior audiência na tv por assinatura no Brasil, é controlado pelo grupo Globo.

É nesses questões de estratégia de negócios, onde a Globo tem se mostrado rápida para se adaptar às novas tecnologias e preferências do mercado, onde a emissora busca a sua chance de sobreviver ou acrescentar valor à marca e às suas operações, para então poder ser vendida em um negociação que justifique a marca Globo.

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