Por que os satélites tem vida útil?

1998

Recebi nesta semana a seguinte pergunta, via WhatsApp: “Por que os satélites tem vida útil?”

Recentemente também publicamos aqui no GPS.Pezquiza.com uma matéria falando o que ocorre com um satélite quando termina a sua vida útil, se não leu, clique aqui e leia.

Voltando à vida útil, ela significa o tempo total em que um satélite pode ser utilizado nas suas funções para as quais foram projetados, seja comunicação, navegação ou outras.

Os satélites são equipamentos que precisam ser fabricados com equipamentos da mais alta confiabilidade, pois são submetidos a condições muito severas de tração física e climáticas desde o momento do seu lançamento.

lista iptv legal 104 canais gratis ao vivo
lista iptv legal 104 canais gratis ao vivo

Durante o lançamento os satélites enfrentam forças de aceleração e vibração que podem variar entre 20 g, que é 20 vezes a força de gravidade da Terra, a até 6000 g, que é 6000 vezes a força de gravidade da Terra.

Em órbita um satélite enfrenta diferenças de temperatura que variam entre -100ºC a +180ºC durante um mesmo dia.

Mesmo assim um satélite é capaz de resistir por dezenas de ano sendo funcional em receber e transmitir os sinais de comunicação ou outros para os quais eles foram fabricados.

Em alguns casos ocorre de estas funções nos satélites começarem a falhar diminuindo aos poucos a funcionalidade daquele satélite.

No entanto o fator mais crítico para os satélites segue sendo a quantidade de combustível que eles carregam para fazer manobras em órbita.

Sim, os satélites carregam combustível e tem propulsores para fazer manobras em órbita, necessárias para correções de órbita que vez ou outra são necessárias para que eles não se desviem das suas posições orbitais corretas.

Quando a quantidade deste combustível diminui para um nível crítico em que a única manobra possível é enviá-los para uma posição em que eles não vão causar danos a outros satélites se não houver mais combustível para serem manobrados, isto irá determinar que é o fim de sua vida útil, mesmo que os seus equipamentos de recepção e transmissão de dados estejam ainda em boas condições de funcionamento.

Como os satélites de comunicação como os de transmissão de televisão precisam ser manobrados mais vezes, a vida útil deles tende a ser menor que outros satélites, como os de navegação por exemplo.