TV Paga rendeu prisão na Venezuela. Três empregados da Directv na cadeia

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Na sexta-feira, 19 de maio, três empregados da operadora de tv por assinatura Directv foram detidos pelas autoridades locais, pelo “crime” de terem cortado o acesso ao serviço de tv a cabo em uma região que atendia a 10 milhões de pessoas.

A Directv, operadora de tv que pertence ao grupo AT&T, É a maior operadora em operação na Venezuela.

A decisão de cortar o acesso dos Venezuelanos aos canais fechados veio da matriz nos Estados Unidos mas o xilindró sobrou mesmo para o administrador da Directv na Venezuela, Carlos Villamizar. Antes de se apresentar na delegacia para curtir uma temporada na cadeia, Villamizar deu entrevista ao canal TV Venezuela NotÁ­cias informando que a decisão de suspender os canais foi da AT&T, mas de nada serviu para se livrar da punição.

Mas espere aÁ­, a situação para o administrador da Directv É bem pior do que você imagina, na entrevista Á  TV Venezuelana ele disse que trabalhava na operadora de tv há cinco anos mas, exatamente no dia 19 de maio, a Directv anunciou o encerramento de suas atividades na Venezuela com a consequente finalização dos serviços de provimento de sinal de tv fechada no paÁ­s.

Junto com Carlos Villamizar, entregaram-se Á  polÁ­cia venezuelana, em Caracas, tambÉm, os ex-empregados da operadora, HÉctor Rivero e Rodolfo Carrano. Os três estão sendo assistidos pelo mesmo advogado, Jesus Loreto, que os classifica como vÁ­timas da situação. TambÉm, segundo o advogado, foram entregues todas as documentações detalhadas que comprovam o encerramento das atividades da Directv por decisão da operadora.

O tÉrmino abrupto do serviço deixou, estimadamente, 2,5 milhões de famÁ­lias venezuelanas sem acesso Á  tv por assinatura.

Dos Estados Unidos, a AT&T se pronunciou dizendo que o tÉrmino das atividades da operadora na Venezuela foi uma imposição do governo dos Estados Unidos, por conta das sanções contra o governo venezuelano. Entre outras dificuldades impostas pela sanção, estava a proibição das operadoras americanas de retransmitirem os canais venezuelanos GlobovÁ­sion e Pdvsa, tambÉm sancionados pela administração Trump.

AlÉm dos milhões de venezuelanos afetados pelo corte de sinal abrupto, os portugueses que residem na Venezuela tambÉm reclamam da saÁ­da da Directv do paÁ­s, já que eles perderam, por conta disto, o acesso ao canal pÁºblico português RTPi.

Achou que a história terminou? Mas não.

No dia 22 de maio o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ordenou a ocupação do centro de operações da Directv no paÁ­s com a “tomada” de todos os bens móveis e imóveis da operadora no paÁ­s para que fosse realizada a imediata restituição do serviço de televisão paga aos assinantes.

Decisão do mesmo tribunal proibiu os administradores da Directv de saÁ­rem do paÁ­s, alÉm de suspender, prematuramente, qualquer suspensão de prestação de serviços na Venezuela por decisão de qualquer empresa.

No entanto, todavia, de qualquer maneira, os serviços da Directv continuam inoperantes na Venezuela.

A AT&T já avisou que não retorna ao paÁ­s enquanto estiver vigente o regime de Maduro, pois É obrigada a cumprir as exigências das sanções econômicas impostas pela Casa Branca contra o regime bolivariano de Maduro que não tem legitimidade perante as instituições pÁºblicas americanas.

E por falar em Maduro, ele se pronunciou sobre o caso, congratulou a Directv por ter suspendido os serviços aos Venezuelanos e prometeu ao povo daquele paÁ­s a implementação de um sistema de televisão melhor e mais sofisticado que o que era ofertado pela operadora norte americana.

“Quiseram prejudicar-nos, ao tirar a Directv por ordem do Governo dos EUA e fizeram-nos um bem, porque agora as operadoras de cabo venezuelanas vão desenvolver-se e expandir-se”, disse, numa intervenção transmitida em simultÁ¢neo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do paÁ­s.

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