Lacombe “expulso” da Band e Mariana Godoy chegando no tapete vermelho

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Havia na Band alguma coisa que não estava se encaixando muito bem e que, por esta falta de pertencimento, estava conseguindo ludibriar os brasileiros mais inocentes. A Band estava conseguindo se passar, e bem, como uma emissora alinhada com os anseios mais puros da sociedade, seja lá o que isso signifique.

[Obs. No final da matéria há um vídeo em que eu comento toda a matéria]

Volta e meia me chegavam elogios à emissora por uma ou outra pauta comentada pela emissora, supostamente em favor da defesa dos brasileiros, da família, dos empregos e por aí vai. Isso para rebater algumas vezes em que alertei aos meus seguidores, desde o ano passado, sobre o fato de a Band ter fechado uma parceria de conteúdo com o grupo de mídia governamental China Media Group, anunciada na época como “sem custos” para a emissora.

Em 07 de novembro de 2019 eu já trazia a informação no canal GPSPezquizaOficial, com muitas aspas, mas a maldade do negócio não foi entendida pela maioria dos que assistiram ao vídeo naquela data e o vídeo só veio a ganhar visualizações alguns meses depois quando o fato veio realmente à tona e obviamente grudou um carrapato atrás da orelha de todos.

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Assista em BAND FAZ ACORDO COM TV ESTATAL CHINESA CGTN PARA INTERCÂMBIO DE CONTEÚDO

Em 21 de março de 2020 eu republiquei um recorte de uma live de novembro de 2019 onde comentei o assunto: BAND FEZ ACORDO COM TV ESTATAL CHINESA CGTN EM NOVEMBRO DE 2019 – RELEMBRE

Vamos então atualizar a informação sobre o tal acordo sem custos entre a Band e o grupo de mídia governamental chinês, CGTN. Pelas informações passadas pela imprensa brasileira atualmente, os chineses supostamente compraram 50% da emissora e pelo contrato tem direito a pautar a emissora e inserir qualquer conteúdo em qualquer horário que deseje na emissora.

Se esses pontos essenciais estão corretos, e parece que estão, desde novembro a programação da Band, que já era pintada de vermelho, passou a ser monitorada com lupa pelo China Media Group. Sendo assim foi traçada uma estratégia para conquistar o coração do espectador enquanto na emissora seriam inseridos conteúdos para construir uma imagem boa para o Partido Comunista Chinês entre os espectadores da emissora. É uma tarefa de formiguinha, que, executada com paciência, constrói uma base de admiradores para o governo chinês, ao longo do tempo, vendendo uma verdade maquiada ao longo dos anos, de acordo com a estratégia dos novos sócios da Band.

Nessa estratégia se encaixava muito bem a imagem do apresentador Luís Ernesto Lacombe, ex-global, saiu expulso daquela emissora que representava e ainda representa o vermelho radical. A Band contratou o jornalista, começou a construir uma boa imagem entre os que se julgam direita no país, indo na contramão do que se esperava da emissora.

Enganou bem. Alguns avermelhados com a imagem mais desgastada na emissora, que faziam o programa junto com Lacombe, foram dispensados, tudo para que a imagem daquelas pessoas não fosse empecilho para que o programa conquistasse a audiência da população média brasileira, sem muita opção na tv aberta que abusava de pautas com as quais ela não se identifica em programas como o da ex-esposa do Bonner nas manhãs globais.

Aos poucos o programa do Lacombe foi se transformando e ganhando admiradores, à medida que o programa trazia assuntos com a narrativa alinhada com os interesses da dona de casa, do pai de família, daquele que se define como cristão… Era assim, o público ouve um pouquinho do que gosta de ouvir, um pouquinho de propaganda daquela ideologia que se quer impulsionar, bem de leve, sem pressa, é assim que a estratégia obtém sucesso.

O que não estava nos planos da Band/CGTN é que o apresentador Lacombe iria gostar tanto de representar aquele personagem e que, junto com a produção do programa, iria aumentar tanto o discurso conservador no programa que iria sufocar completamente os pontos de discurso ideológico que a Band/CGTN queriam, não só dentro do programa em questão, mas até mesmo na imagem geral da emissora para o mercado: mídias parceiras, grupos políticos, intelectuais…

A coisa estava tão fora do controle da Band/CGTN que tanto o público quanto o apresentador e sua equipe de produção já estavam acreditando na fantasia.

Lacombe e sua equipe perderam a mão nos pesos da balança de conteúdo combinados com a emissora. O ponto final da parceria foi ter abordado de maneira explícita o assunto conservadorismo no programa e ter convidado para discutir o assunto, de forma respeitosa e sendo respeitados, os jornalistas conservadores que estão sendo perseguidos pela alta cúpula da política vermelha no país. Para derramar o leite completamente, durante o programa uma pesquisa nas redes sociais mostrou que 95% dos espectadores do programa também se declaravam conservadores, além disto algumas afirmações “inconvenientes” foram feitas em relação às ações do Partido Comunista Chinês a população que governa e em relação à sua política externa.

Foi a maior audiência do programa até então, tanto na tv aberta quanto na internet, o público de direita conectado vibrou e já dava como certo que aquele seria o marco do início do domínio conversador na TV aberta brasileira. Qual o que?! O resultado foi a pronta demissão do apresentador e do diretor do programa, além de alguns nomes menos conhecidos da produção do programa.

Resta saber se, mesmo sabendo o resultado do que aquele assunto e abordagem em questão iriam trazer para o seu futuro na emissora, o apresentador resolveu peitar a Band/CGTN ou se ele já tinha alguma outra proposta de emprego e resolveu tocar o…

O ocorrido serviu para esclarecer ao cidadão médio que, atualmente, o que menos interessa para essas emissoras abertas é a audiência, ao contrário, o que eles estão de olho é na construção de uma narrativa alinhada aos seus planos futuros, pois desta maneira vão construindo, aos poucos, a realidade vindoura de todos nós.

O programa será reformulado para voltar àquela estratégia inicial, passando um melado na boca dos inocentes e aos poucos acrescentando um pouquinho de veneno. A nova cara escolhida para o programa é da jornalista Mariana Godoy, bonitinha e de coração vermelho, e nesse ponto também é interessante pararmos para analisar brevemente a questão.

Mariana Godoy era um nome de destaque e ascensão na RedeTV! até a chegada do apresentador Sikera Jr. na emissora. Mariana Godoy é aquele rosto e nome que engana bem, é aquele tipo de jornalista que todo mundo lembra que conhece de algum lugar mas é uma pessoa que não se consegue dar opinião sobre ela quando se é questionado sobre isto.

A apresentadora nunca foi uma puxadora de audiência para as emissoras em que trabalhou, a RedeTV! que o diga, mas somente uma imagem agradável ao público. No entanto a apresentadora dava as suas mancadas de vez em quando, indo contra as crenças e anseios do público que a assistia. Nos seus últimos momentos na RedeTV! a jornalista bateu de frente com o apresentador Sikera Jr., o que pode ter determinado a sua saída da emissora.

Leia em: SIKERA JR. VS. MARIANA GODOY (A INGRATA)

Mariana é o nome que substitui Lacombe, depois da decepção da emissora por não conseguir controlar a pauta do programa encabeçado pelo ex-global. A emissora não vai mais arriscar em contratar para a atração, de audiência constituída em sua maioria de tias do zap, um apresentador que não se alinhe com a ideologia da CGTN e nesse quesito Mariana Godoy se enquadra perfeitamente.

O único problema da Band/CGTN será tentar controlar o excesso de lacração da apresentadora, já que ela precisa se passar como defensora da família tradicional e outras pautas agressivas da direita, nesse mesmo estilo. Audiência, como vimos, não é nesse momento o desejo da parceria. Com a estratégia da enganação ela deverá ser construída aos pouquinhos mas de maneira consistente.

Enquanto isso os adversários na internet vão sendo abatidos até que não restem muitos deles em 2022. O alvo é você que está lendo esta matéria e que vai se deixar conquistar por essa estratégia e narrativa construída por essas novas parcerias/emissoras desembarcando no Brasil.

CNN Brasil está aí para nos mostrar que, se bem construída, a estratégia tem sim, muito sucesso.

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