SATÉLITE QUE SE DESPEDAÇA AO VOLTAR PARA A TERRA está sendo testado pela Europa

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Já falamos aqui no GPS.Pezquiza.com com algumas vezes sobre o que acontece quando um satélite chega ao final de sua vida útil mas se você ainda tem esta dúvida basta ler a matéria do link abaixo:

O que acontece com o satélite quando acaba sua vida útil?

No entanto agora que já temos mais de 6.000 satélites em órbita dos quais mais de 4.700 encontram-se desativados, a questão do lixo espacial está se tornando um problema a cada dia maior, e não é apenas os satélites desativados que estão entulhando o espaço, mas também alguns estágios dos foguetes que os lançaram que acabam ficando em órbita como lixo espacial, podendo provocar acidentes quando do lançamento de outros objetos para o espaço ou mesmo com os objetos operacionais que já se encontram em órbita.

Foi pensando em não criar mais lixo espacial que a Comissão Europeia financiou e lançou recentemente ao espaço o primeiro satélite teste da tecnologia D-Sat, Decommissioning Satellite, ou seja, satélite desativável.

A ideia é que ao final da vida útil do satélite ele seja impulsionado de volta à atmosfera terrestre onde deverá se despedaçar ao entrar em órbita virando somente cinzas que ao final devem alcançar o solo terrestre.

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O satélite lançado para testar a tecnologia D-Sat é um cubesat, ou seja, um satélite bem pequenino, dezenas de vezes menor e mais leve que os satélites geoestacionários usados em telecomunicações.

Mas inicialmente a tecnologia D-Sat está de olho naqueles satélites que são lançados para órbitas mais próximas à Terra, o primeiro satélite da D-Sat foi lançado para uma órbita a 500 Km de altitude, bem diferente da órbita dos satélites de telecomunicações que estão a 38 mil km de altitude. Os principais alvos são os satélites para a observação da terra, a previsão do tempo, a navegação global, a prevenção de desastres, a agricultura de alta precisão e os carros autônomos.

O teste deve se finalizar em agosto quando o cubesat de teste será impulsionado de volta à Terra.

Esta reentrada na órbita terrestre e consequente destruição ao queimar na atmosfera terrestre está recebendo o nome carinhoso de desativação.

O sistema de desativação do satélite é independente dos outros sistemas do satélite e poderá ser controlado pela operadora do satélite mesmo que o mesmo se torne operacional.

Se o sistema se mostrar realmente viável e se tornar de mercado quem sabe daqui um tempo iremos programar alguns dias do ano para ver satélites desativados queimando na atmosfera terrestre e provocando um show pirotécnico nos céus.