CHINA E RUSSIA TERÃO TECNOLOGIA PARA DERRUBAR SATÉLITES EM BREVE SEGUNDO PENTAGONO

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Apresentamos esta matéria no início do ano e o assuto voltou à tona com muita força nas últimas semanas pois os Estados Unidos revelaram que há um satélite russo fazendo manobras estranhas no espaço, a suspeita é que já seja a tecnologia descrita aqui nesta matéria, se você não leu vale a pena ler pois o impacto desta futura guerra espacial pode até mesmo colocar um fim na era dos satélites espaciais.

Membros de alto escalão do serviço de inteligência norte americano J-2, atrelado ao Pentagono, lançaram um relatório para alertar o governo sobre o desenvolvimento de tecnologias capazes de danificar e até mesmo derrubar satélites em órbita baixa e mesmo em posições orbitais mais elevadas.

Segundo o relatório, China e Russia desenvolveram mísseis anti-satélite e outras armas com o objetivo de danificar os equipamentos militares e de comunicações comerciais dos países politicamente contrários em órbita da Terra, em especial os satélites pertencentes aos Estados Unidos e países aliados.

Os dois países serão capazes de utilizar estas armas para derrubar e danificar os satélites em órbita baixa em 2020, ou seja, em aproximadamente dois anos.

O Pentagono tem uma política interna de não comentar os relatórios emitidos ao governo no entanto este relatório reforça um aviso emitido em maio de 2017 pelo diretor do serviço de inteligência nacional dos Estados Unidos que afirmou que o desenvolvimento de armas anti satélites pela Rússia e China é a forma mais rápida que estas duas nações encontraram para compensar quaisquer vantagens militares conseguidas pelos Estados Unidos através de seus sistemas espaciais militares, civis e comerciais, sendo que as técnicas anti satélites fazem parte da doutrina militar dos russos e chineses.

As armas desenvolvidas por Russia e China buscam em um futuro próximo atingir toda a gama de satélites possíveis e as posições orbitais mais altas destes equipamentos através de satélites equipados com lasers potentes que serão usados para atingir os satélites inimigos no espaço e também através de satélites com estrutura reforçada e alta capacidade de manobras que os capacita a se chocar contra os satélites inimigos no espaço tornando então estes satélites inoperantes.

Outras armas descritas pelos americanos como já bem desenvolvidas por estas nações para uso contra satélites são jammers (versões potentes daquele tipo de equipamentos que conhecemos no Brasil como chupa cabras do sinal de GPS, utilizados pelos bandidos para roubar carros rastreados) e armas de pulsos eletromagnéticos, estas são misseis equipados com um tipo diferente de ogiva nuclear com a capacidade de detonar-se em um pulso eletromagnético que mata definitivamente todos os equipamentos eletrônicos em seu raio de alcance.

Apesar de parecer uma história muito fantástica o serviço de inteligência norte americano afirmou que testemunhou na última década testes destes equipamentos em órbita realizados por chineses e russos que intereceptaram um outro satélite no espaço bem como testemunharam um laser aéreo capaz de interceptar satélites americanos.

Uma ameaça imediata descrita pelos militares americanos é um foguete militar do tipo ASAT (anti-satélite) que também já foi usado pelos russos e chineses para derrubar um satélite chines sob o pretexto de ser uma nova tecnologia a ser usada para interceptação de lixo espacial.

Os mísseis ASAT podem ser lançados tanto do solo quanto à bordo de caças militares sendo que estas grandes potências comunistas estão em contato com países parceiros políticos para usar posições geográficas privilegiadas nestes países a fim de estabelecer bases para o lançamento e controle destes armamentos anti satélites.

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Venezuela é um aliado militar declarado de Russia e China aqui na América do Sul, mas sabemos que outros países são alinhados politicamente com estas duas potências, como o Brasil, que demonstra a cada dia mais o seu alinhamento ideológico e economico com o BRICs.

Venezuela e Bolívia são apontadas pelos Estados Unidos como países que já contam com bases equipadas para lançamento de mísseis de pulso eletromagnéticos dos russos e chineses aqui na América do Sul.

Os satélites em órbita baixa operam entre 160 e 2000 quilômetros de altitude e são utilizados para o reconhecimento e a observação terrestre e oceânica. Esses satélites de baixa órbita fornecem dados militares importantes usados ​​na preparação de campos de batalha ao redor do mundo para implantar forças em um conflito ou crise, ou seja, dados vitais para planejamento de batalhas durante épocas de guerra.

Mas além dos satélites militares muitos outros tipos de satélite também utilizam órbitas baixas, como os satélites para monitoramento do clima e para orientação, conhecidos como GPS.

As defesas norte americanas também contam com satélites que descrevem orbitas elípticas que alternam entre órbitas altas e órbitas baixas e quando estas órbitas estão no perigeu são vulneráveis às armas ASAT russas e chinesas.

Pelo relatório atualmente 780 satélites em órbita baixa operados por 43 nações estão ameaçados pelas armas russas e chinesas e 37 satélites com orbitas elípticas também podem ser atingidos por estas armas quando necessitam descrever uma órbita baixa.

Steve Lambakis, um ex-membro do alto escalão do Pentagono, declarou no relatório que “Os sistemas espaciais dos EUA estão entre os ativos mais frágeis e vulneráveis ​​operados pelo exército dos EUA”, “Esta infraestrutura de comunicações e dados, processamento e distribuição vulneráveis ​​vale bilhões de dólares e é vital para quase todas as atividades dos Estados Unidos e, cada vez mais, às forças armadas dos aliados dos EUA”, “Com esta gama de capacidades de ASAT de ascensão direta, a China pode ser capaz de usar tecnologias de sucesso para destruir satélites de vigilância em órbitas terrestres baixas, satélites de GPS em órbita terrestre média e satélites de alerta precoce em órbita geossíncrona”, “O uso de uma única ogiva nuclear em um míssel ASAT tem o potencial de dizimar diversos satélites de baixa altitude de uma só vez”.

Os ataques cibernéticos contra as estações de controle de satélites também são pontos de extrema preocupação para os militares americanos, que também enxergam as estações de controle de satélites vulneráveis a ataques com armas de radiofrequência e armas de feixe de energia direcionadas.

O relatório também nomeia e descreve as capacidades e alcance de vários armamentos desenvolvidos por russos e chineses.

O objetivo das forças de inteligência norte americanas com este alerta é que os Estados Unidos retomem o financiamento de armas anti-satélites de maior tecnologia e capacidade com programas específicos como os que existiam na época da guerra fria.

É mais um capítulo pré guerra que pode mais uma vez dividir o mundo em dois blocos políticos diferentes, resta para nós brasileiros saber onde o Brasil se encaixa nesta e por que nossos vizinhos estão equipados com mísseis de pulso eletromagnéticos que podem jogar todos nós para a época dos homens das cavernas.