PIRATARIA DEIXA IRMÃOS NETO #CHATEADINHOS

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Permitam me fazer uma matéria aqui que vai conter um bom tanto de opinião, então se você não é um seguidor há tempos do meu site é bem provável que esta matéria aqui não é para você e nem vai lhe agradar nem um pouco. Não leia, o que aqui está escrito é realmente para poucos seguidores deste site.

Quero começar pedindo mais uma licença para contar uma passagem da minha vida, já estou chegando perto dos cinquenta anos de idade e julgo que vivi uma época bastante interessante da cultura brasileira, principalmente, para as minhas possibilidades financeiras para consumir cultura, no que diz respeito à música, morei em Brasília na melhor fase de bandas como a Legião Urbana, Cazuza, Capital Inicial, só para citar alguns músicos que faziam muito sucesso entre nós adolescentes, que vivíamos com o ouvido grudado na rádio Transamérica e que na época, pela não existência da tecnologia do MP3, tínhamos acesso às melhores músicas contidas nos LPs comprados pelos colegas mais abastados através das fitas K7 – hoje em dia quando vejo as banquinhas vendendo pendrive “lotada” com MP3 aqui na Avenida Anhanguera, em Goiânia, sempre me vem à cabeça as tais fitas K7 “lotadas” entre 15 e 20 músicas, fitas essas que eu levava até um mês pra juntar uma graninha pra comprar.

Mas o que me fez lembrar do episódio que eu descrevi acima foi o seguinte, eu adorava as músicas da minha época, não só as bandas nacionais, mas também as internacionais, mas lá em casa a maioria não gostava nada daquelas músicas, e a maioria lá em casa respondia pela então temida alcunha de papai. Meu pai era sempre a opinião que representava a maioria, mesmo que na contagem dos votos não fosse, e ele só gostava de ouvir forró, e somente do saudoso Luiz Gonzaga, artista do qual eu também admiro muito a obra musical. De tanto levar bronca e ouvir algumas opiniões mais insufladas do meu pai sobre as músicas que nós adolescentes insistíamos em ouvir, acabei elaborando um método para eu saber quando é que eu tinha chegado naquele estágio de intolerância contra as manifestações culturais mais aclamadas pela juventude que iria me suceder, haja vista que o tempo passa – e como passa. O método era bem simples, eu disse para mim mesmo: – o dia em que eu ficar sinceramente chateado com as músicas preferidas pela maioria dos jovens – que são mais facilmente levados pelas idiotices feitas por anencéfalos que se acham artistas – nesse dia eu terei certeza que eu já fiquei um velho resmungão igual ao meu pai.

Pois este dia não demorou tanto, eu já deixei esse tal dia para trás há provavelmente uns 15 anos, e não só com a música, mas também com diversas outras formas de manifestações culturais haja vista que eu, com a graça de Deus, consegui ter uma condição de vida um pouco melhor que eu tinha na minha adolescência e também o acesso às mais diversas formas de cultura barateou bastante daquela época para cá.

Voltamos então para o ano de 2018 e a maioria de seus supostos artistas que de tudo fazem para demonstrar que nada de sábio tem na cabeça, pelo menos nada tem que realmente compense ser consumido por um ser humano que tenha a mínima capacidade de raciocinar sobre o retorno que aquele conteúdo vai trazer à sua vida. Essa incapacidade de julgamento sobre o conteúdo “artistico” é uma vulnerabilidade à qual grande parte da nossa população carrega como legado da destruição educacional sofrida por todos nós, brasileiros, e é uma vulnerabilidade que atinge com muito mais violência às nossas crianças que acabam expostas e consumindo muito conteúdo desprezível postado nas redes sociais, conteúdo este que tomou conta do Youtube, basta olhar o número de visualizações e assinantes de algumas figuras adultas que tomaram o lugar de ídolos – e portanto modelos de vida – de crianças e pré adolescentes da atualidade.

O que dizer do casal caçador de pokémon, com mais de 10 milhões de inscritos em seus canais no Youtube, que na última semana postou mensagens #chateadas no Twitter bradando contra o conteúdo político que estava sendo alavancado pela plataforma na aba em alta, em detrimento dos seus vídeos caçando pokémons raros ou doutrinando as crianças sobre como são bondosas ideias que só produziram ditaduras genocidas.

Se o goiano caçador de Pokémon que mora no Canadá mas adora ditaduras se revoltou contra os brasileiros que estão de saco cheio de bandidos e por isso mesmo tomaram o espaço das crianças e adolescentes no Youtube para colocar os vídeos sobre política em alta, outro adulto artificalmente infantilizado, bem mais que o casal de idiotas que se acham nerds, se irritou pelo fato de estarem pirateando a sua “obra” intelectual – e as pessoas que tem uma idade bem mais avançada, assim como eu, sabem muito bem o que a palavra obra significava na nossa época.

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O irmão Neto mais velho está #chateadinho com os maldosos comerciantes que estão criando produtos usando a sua imagem e a do seu irmão mais novo – este pelo menos já se tocou que está produzindo conteúdo para crianças e tem realmente produzido conteúdo que crianças podem assistir.

O F Neto no entanto, aquele que começou a sua carreira xingando e desfazendo da imagem de todos e de tudo, aquele que mudou bruscamente o seu conteúdo para se adequar às melhores formas de fazer fortuna nas redes sociais, aquele que “parece” que só o que tem na cabeça são estratégias para influenciar as crianças a encherem o saco dos seus pais para comprar as porcarias que ele lança em forma de produtos, aquele que não tem nenhum pudor em lançar um livrão para crianças e pré adolescentes com questionamentos envolvendo atos sexuais que elas poderiam praticar em relação a certos “ídolos”, aquele que tem a incrível habilidade de fazer conteúdo sobre nada e exatamente por isto agrada a uma legião de 24 milhões de seguidores no Youtube, está chateadinho por ter encontrado uma meia dúzia de pessoas vendendo camisetas, canecas, banners para festa de crianças e caixinhas com a sua foto.

O rapaz ficou nervoso e decretou em seu canal que vai mandar a sua equipe de advogados enquadrar todo mundo que está pirateando a imagem dele e do irmão: – e não é por causa do dinheiro que eu não estou ganhando com estes produtos piratas, é pela má qualidade desses produtos que acabam por denegrir a minha imagem.

Esqueceram de falar pro garoto que ele não precisa de ajuda para denegrir a própria imagem. Esqueceram de avisar para ele também que por trás de cada um daqueles produtos de baixa qualidade que estão estampando a imagem dele para ganhar uns trocados vindos da legião dos seus 24 milhões de seguidores, provavelmente está um dos cerca de 20 milhões de desempregados atualmente no Brasil.

O Sr. F Neto não está totalmente fora de sua razão, a pirataria e outros ataques à propriedade intelectual não são ações corretas, errados estamos nós pais de um desses 24 milhões de crianças ou adolescentes que se inscreveram no seu canal, pais de um desses mais de um milhão de crianças ou adolescentes que visualizam cada um dos vídeos com conteúdo putrefato postados por este artista do Youtube.

Pelo menos em um ponto eu concordo com o Sr. Neto, não vale a pena consumir nenhum produto que traga a imagem dele ou do seu trabalho estampado, o brasileiro merece consumir conteúdo que conduza a um futuro melhor, pai, mãe, cuidem melhor da inteligência dos seus filhos, o que será deles quando você não estiver mais aqui para os ajudar?

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