TV Box sumiu das lojas chinesas em Goiânia e outros detalhes

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Para o pessoal que gosta de saber sobre o mercado de TV Box que existe (ou existia) nas lojas chinesas da região de Campinas (bairro de Goiânia), aqui vai um relato de atualização.

Depois de alguns meses de comércio totalmente fechado por lá, há algumas poucas semanas as lojas chinesas (nem todas) estão reabrindo, inclusive aquela sobre a qual falei que tinha um estoque interessante do TV Box TX9.

Leia: TV BOX TX9 EM GOIÂNIA (ATACADISTAS CHINESES) MAIS BARATO QUE NO ALIEXPRESS NA CHINA?!

Foi uma das primeiras lojas que visitei recentemente, depois de uns quatro meses que eu não ía lá em Campinas e provavelmente vou passar novamente alguns meses sem ir por lá, você já vai entender o motivo.

Essa loja específica, ela tinha uma boa diversidade de produtos, principalmente acessórios para celular, computador, diversidade de cabos de áudio e informátiva, carregadores, fones, etc.; e sempre tinha o seu estoque de TV Box, nem que fosse aqueles basição bem meia boca. Pois é, tinha, agora a loja deve estar com no máximo uns vinte produtos diferentes para oferecer e assim mesmo não são coisas muito interessantes não. Uns fones de ouvido dos mais básicos, uns poucos cabos para carregar celular, uns termômetros eletrônicos que se tornaram o básico para o nosso momento atual.

TV Box? Dizem que faz tempo que não tem e nem tem previsão de quando terão novamente. Já, já te explico o que pode ser o motivo desse problema que os chineses aqui de Campinas estão enfrentando no momento.

Mas vamos falar um pouco mais sobre as lojas.

Continuando lá na Avenida Anhanguera em direção aos camelódromos, duas boas lojas de chineses nas quais eu comprava continuam fechadas ou talvez fecharam as portas de vez. Não há nenhuma indicação do que ocorreu com elas e ninguém também dá notícias sobre elas, por lá. Umas outras duas outras lojas também não estão ofertando nada que seja relevante. Sobrou uma atacadista que fica em uma rua após os camelódromos, mas…

Pois é, essa atacadista também era bacana, apesar de os preços sempre estarem um pouco acima. Mas chegando lá o esquema estava muito esquisito, é uma loja que deve ter uns 200 metros quadrados, estava com todas as portas fechadas e uma só meio aberta, onde o pessoal poderia entrar. Eu digo poderia pois na porta agora estão dois brutamontes fazendo segurança armada, que também estão servindo de “recepcionistas” dos clientes. Quando você os aborda querendo entrar eles dizem a seguinte frase:

– Só compra com dinheiro e só no atacado com no mínimo R$ 500… – Aí dão aquela esticada de pescoço como se estivessem pedindo para você mostrar que tem dinheiro no bolso.

O quê?! O quê?! O negócio ali estava muito estranho, como eu estava com a patroa e as crianças eu só perguntei se lá tinha TV box, com a resposta negativa nem quis entrar para ver nada, já dei meia volta e deixei pra lá. Lembrei que ainda tinha a opção de entrar nos camelódromos para ver o que tinha por lá… Pois é, tinha essa opção.

Acontece que para entrar nos camelôdromos agora tem uma fila imensa de pessoas, parece a Caixa Econômica no dia de pagar o Auxílio Emergencial. Tem que ficar esperando na fila que alguém que entrou na cota das pessoas que podem permanecer dentro do camelôdromo, saia, para um da fila entre. Era coisa de no mínimo duas horas de fila em cada camelódromo. Já sabendo que eu não ía encontrar nada de especial lá pois o pessoal dos camelódromos geralmente compra nas lojas dos chineses para revender por lá, já dei meia volta para ir no meu destino final… O tradicional churrasquinho de rua que fica na esquina logo atrás do camelódromo.

Você não imagina o que é (ou o que era) esse churrasquinho. O cara tinha uma tenda com uma daquelas churrasqueiras bem longas com a largura que só cabe o espetinho e colocava logo uns 50 enfileirados para assar, umas três pessoas assando churrasquinho e vendendo sem parar o dia todo. Pois é, era assim, comida de rua daquelas bem de rua mesmo, do tipo que você olha e pensa, qualquer dia desses que eu comer aqui pode dar ruim pra mim, mas que a gente insiste e gosta de comer… Então, a tenda do churrasquinho também não estava lá.

Complicado, conseguiram detonar com um dos comércios mais tradicionais de Goiânia, vem gente do estado todo comprar por alí e até de outros estados.

Infelizmente não compensa voltar lá por enquanto, vou esperar mais uns meses, quem sabe…

Vamos então finalizar com o provável motivo de as lojas chinesas aqui em Goiânia estarem desabastecidas de TV Box e outros produtos muito procurados. O esquema desse pessoal é formar tipo uma corrente de chineses que formam uma cadeia de atividades que atende a necessidade de todos eles. Alguns ficam encarregados de negociar e enviar lá na China, outros com o transporte e desenrolar as mercadorias nos portos aqui no Brasil, outros com a questão do atacado macro para atender às lojas em todo o país, o transporte dentro do Brasil… até que se chega na lojinha em cada cidade.

Como a cadeia de produção desses produtos foi prejudicada, a prioridade do pessoal que estão na parte mais macro do negócio é atender a clientes especiais e ao que dá menos trabalho logístico. Ou seja, eles vão atender ao comércio online realizado pelos chineses, que está bem forte aqui no Brasil e vão atender aos comerciantes que estão mais próximos de onde a mercadoria chega e tem um desembaraço e logística com menor risco.

Infelizmente Goiânia é distante desses locais, apesar de ser um bom mercado consumidor mas ainda assim não dá para comparar com outros grandes centros urbanos e capitais litorâneas. Nesse momento os moradores daqui que desejam comprar uma TV Box terão grande dificuldade para isto ou terão que concordar em pagar um preço exorbitante pelo aparelho, caso o encontrem em algum lugar para comprar. É a lei da oferta e da procura.

Sem previsão de “normalização”.

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