RECEPTORES ANDROID TV ESTÃO SENDO ADOTADOS POR OPERADORAS DE TV DE OLHO EM NOVA ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA

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Dia desses em uma Live no GPS.Pezquiza.com eu sugeri uma opção de sobrevivência para as operadoras de tv por assinatura, sem saber que essa opção já está sendo cogitada e até orquestrada por algumas operadoras na Europa e outros mercados onde a tv paga tradicional está sendo ameaçada pelo streaming.

A idéia é simples: a contratação de produtores de conteúdo independentes, cada um tendo o seu próprio canal, em moldes parecidos com o que ocorre atualmente no Youtube, no entanto focando em alta qualidade de produção do conteúdo, cada produtor de conteúdo focado em um nicho específico de interesse.

Esse caminho está sendo apontado também pela consultoria ABI Research, que diz que a adoção do Android TV como firmware de seus receptores, o que já está sendo feito por diversas operadoras, já é uma preparação para a adoção deste “novo modelo” pelas empresas.

As novas regras do jogo, a qual eu também já comento há mais de dois anos, é que não se pense mais em canais lineares que trazem programação pré-gravada, com horário marcado e programas que pertencem a determinados canais.

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Desde que surgiu e se popularizou o conceito on demand, ter programas pré gravados em canais lineares já não faz tanto sentido mais para o público que tem, a cada dia, reclamado mais do excesso de repetição do conteúdo nesses canais lineares.

O assinante geralmente tem um horário específico que pode se dedicar à ver televisão e quando o faz quer novidades, mas as emissoras lineares teimam em repetir e repetir determinados episódios de programas (na realidade é necessidade de baratear o custo de manutenção), empurrando o assinante insatisfeito com o repeteco para as plataformas de streaming, onde ele poderá escolher os conteúdos que não assistiu sem estar preso a horário de início e término da programação.

A chave dessa mágica aí é justamente o produtor de conteúdo, inclusive facilitando a vida de quem tiver uma plataforma bem arquitetada que funcione nesses moldes, já que a quantidade de visualizações dadas pelo público indica à plataforma em que conteúdo investir ou não.

São as operadoras de tv paga se rendendo ao óbvio e começando a abrir os olhos para tentar não morrer de vez.

O entrave para a estratégia é a regulamentação em cada região geográfica em que atuam, que pode impedir que a operadora de tv também produza conteúdo.

As operadora também poderão se manter no jogo investindo diretamente no conteúdo esportivo ao vivo, aquele que é a cereja do bolo desse mercado, já que as ligas que organizam as competições também já estão preparadas para captar, produzir e vender todo o conteúdo que será consumidor pelo público, e neste caso, em seu próprio país elas até podem conseguir vender diretamente ao espectador, mas para alcançar outras regiões do planeta cada liga esportiva necessita fechar parcerias com vendedores de conteúdo.

Acontece que nessa briga aí tem muitos outros nomes graúdos, como o Youtube, o Facebook, a Disney e, apesar de tentar negar, até a própria Netflix.

Vence quem tiver a melhor estratégia, mas a ABI Research está confiante de que as operadoras de tv paga conseguirão se reinventar e até mesmo continuar a crescer em escala mundial nos próximos anos.

Quem viver verá. Via o streaming, via o Android Tv.

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