Milhões de receptores usam IKS, SKS e Cardsharing no Brasil e América Latina

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O site Teletime publicou ontem números assustadores sobre a pirataria de tv por assinatura no Brasil e na América Latina.

O Teletime cita estudo da consultoria Dataxis que considerou como pirataria do sinal de tv paga até mesmo a divisão de pontos extras de um assinante, coisa que achamos totalmente incomum já que não temos notícia de que esta prática seja de fato um crime ou mesmo um ato infracional previsto em alguma lei vigente no Brasil.

A Dataxis colocou no rol da pirataria da tv paga o roubo de sinal no poste, prática comum nas operadoras de tv a cabo com sinal analógico; cardsharing, onde um assinante monta um servidor para dividir os códigos de desbloqueio de seu cartão de assinante via internet; e diz que o IKS (Internet Key Sharing) é atualmente a modalidade mais usada para quebrar o sinal das operadoras de tv paga, com 2 milhões de receptores instalados em IKS no final do ano passado.

A pesquisa cita que existiam quase 5 milhões de receptores quebrando o sinal da tv paga no final de 2011.

Por que a enfase na modalidade Internet Key Sharing? Por que é possível às operadoras de internet medirem com facilidade e até mesmo listarem quais são os seus clientes de banda larga que estão recebendo os dados dos servidores de IKS.

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Como todos notaram não foram colocados números exatos sobre o SKS pois esta é uma modalidade que não há como se rastrear quantas pessoas estão usando a não ser verificando as antenas instaladas nas casas e mesmo assim não há como dizer com total certeza se naquela casa há ou não um usuário do sistema SKS.

Como publicamos recentemente, o Google Street View conseguiu flagrar algumas casas com antenas instaladas que parecem estar sendo usadas para SKS, relembre no artigo Azbox em Evidência, Google Street View poderá evidenciar usuários de Azbox e similares…

Nós temos notícias de algumas concessionárias de energia elétrica usando as fotos do Street View para detectar ligações de energia clandestinas e os chamados gatos na rede elétrica.

Outra informação importante é que a maior parte destes receptores usados para quebrar a codificação das operadoras está em países de língua espanhola que chegaram a uma preocupante situação de os receptores piratas tomarem conta uma parcela de domicílios muito maior que o número de receptores de operadoras de tv paga.

Caso de algumas cidades do Uruguai por exemplo, que já foi citado aqui no GPS.Pezquiza.com, em que a repressão ao uso dos receptores levou até à busca e apreensão de receptores dentro da casa de várias famílias uruguaias.

E na sua cidade, você acha que os receptores piratas são realmente uma grande ameaça às operadoras?