OI VAI ENGOLIR A CLARO TV EM BREVE!? (SOBRE ENTREVISTA DO FUTURO PRESIDENTE DA OI)

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O futuro CEO (presidente) da OI, Rodrigo Abreu, concedeu entrevista, no último dia 27, à Empiricus, empresa de análise de mercado voltada a diversos perfis de investidores. Na entrevista ele falou bastante sobre os rumos da Oi, que está focando todos os seus esforços daqui para frente na fibra e no 5G.

Não adianta analisar com pensamento de consumidor o que foi dito pelo CEO da Oi, muito menos ficar preso no que (foi) é ofertado nos últimos tempos, o mercado de telecomunicações está prestes a viver uma guinada muito brusca e as operadoras que não se adequarem correm o risco de serem literalmente engolidas por estratégias agressivas como a planejada pela Oi.

Fiz uma extensa Live comentando os principais pontos da entrevista concedida pelo Rodrigo Abreu, abaixo você assiste a esta Live e também pode ler os pontos que foram anotados por mim e que estão sendo comentados na Live.

Entrevista Rodrigo Abreu, futuro presidente da Oi

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55s: a ação da Oi é a que tem mais investidores pessoas física (detentores) na B3, são mais de 3 milhões de detentores (investidores PF). Tirar as dúvidas sobre investimentos da Oi e clarificar questões técnicas sobre estes investimentos.
Na sequência ele foi questionado do motivo de ter aceitado o desafio “de fazer o elefante dançar?”, que é o desafio de presidir uma empresa em recuperação como é o caso atual da Oi – Rodrigo explica que este é um momento de grande mudança no mercado, tendo a Oi, desde 2017, aprovado o plano de recuperação e colocado em prática, com sucesso, as etapas propostas para alcançar esse objetivo, Ele também diz que atualmente a Oi não tem um acionista controlador, tem um Conselho de administração completamente independente, chegando a ter alguns acionistas de referência, no entanto não existe acordo de acionistas, é uma empresa de capital diluído, com administração técnica focada na recuperação da empresa. Outro ponto importante é que ele diz que há operadoras no mercado que se contrapõem aos planos traçados pela Oi para o mercado.

07m01s – ele fala sobre os preços das ações da Oi que estão entre as mais negociadas no mercado. Ele diz que a influência da Oi sobre as ações é mostrar para o mercado que a empresa executa seus planos de ação da maneira como ela indica para o investidor que o fará. Ele também afirma que daqui para frente a direção que a empresa tomará é: – base na infraestrutura: Fibra (se tornar o maior provedor de fibra do país: fibra para casa, fibra para o negócio, fibra para o 5G, fibra para infraestrutura no país) — móvel no 5G, atuando tanto como provedor no 5G como provedor de infraestrutura — Controlar custos em relação à concessão (que se tornou insustentável — Diminuir custos em atividades que já não fazem tanto sentido (planejamento estratégico) — Operação de fato, foco no dia a dia: vender, criar produto, ganhar mercado… — Macro-estratégia: pensar em quais ativos investir e manter, quais participações são interessantes para a Oi, quais investidores a empresa está interessada em atrair e quais investimentos de longo prazo fazer — Funding (fazer caixa) para conseguir continuar investindo no curto prazo, a Oi está consumindo muito caixa, no momento há um desequilíbrio. Falou tanto sobre a venda da Unitel que foi importante para uma entrada de caixa importante e barrar possíveis custos dessa participação.

12m15s – ele fala sobre a Oi continuar a ter capacidade de aptar novas dívidas.
14m – ela fala como a entrada de caixa cresceu na Oi pela aceleração da venda do FTTH (fibra) no ano passado e que deve continuar em ritmo acelerado este ano. FTTH (acrônimo de Fiber-to-the-Home – Fibra para o lar) é uma tecnologia de interligação de residências através de fibra ópticas para o fornecimento de serviços de TV digital, Rádio digital, acesso à Internet e Telefonia com melhor qualidade, menos interferência,e menor perda.
16m15s – ele afirma que acredita que a ação da Oi deixará de ser uma ação buscada para o curto prazo e começará a ser buscada por investidores de período mais longo.

Aos 18m ele começa a explicar a opção da Oi para o seu futuro, em focar na infraestrutura baseada em fibra. Ele diz que a opção veio pela quantidade de infraestrutura que a Oi já tem, que é uma infraestrutura desproporcionalmente grande em favor da Oi em relação aos seus maiores competidores no mercado, o que dá uma vantagem fenomenal à Oi para se posicionar frente às necessidades de investimento do mercado nos próximos anos.
aos 18m30s ele explica que quando se olha para o Brasil, com mais de 5.500 municípios, dimensão continental e uma necessidade de fazer a transição para a banda larga de alta velocidade, a Oi tem quase 400 mil Km de fibra já implementadas no país e essa quantidade cresce a cada mês pois a Oi vem fazendo muita implantação de fibra, O segundo competidor mais próximo se aproxima dos 200 mil km de fibra (que já é um valor considerado muito grande pelo mercado), mas a Oi está em um patamar que nenhum outro concorrente consegue chegar perto.

19m07s ele fala sobre o custo/retorno do investimento em fibra até a residência, que está sendo feito pela Oi. São três os componentes: — Backbone de longa distância (conectar as rotas de longa distância entre as regiões do país, entre as grandes capitais — Redes regionais: levar tráfego de rede de alta velocidade às cidades nas regiões da implementação no país — Infraestrutura intracidade: redes de dados, anéis de fibra, distribuição de conectividade de fibra… Em relação a tudo isto ele diz que a Oi fez uma análise que olhou para o país a um nível muito granulado, a nível de bairro de cidade, conjunto de residências, para saber a viabilidade econômica de chegar até aquele local e ter retorno com aquele investimento, considerando a infraestrutura que a Oi já tinha e a que será necessário implementar. Competidores e potencial da cidade também são considerados.

aos 20m50s ele diz que a Oi chegou a conclusão que o mercado para a estratégia de fibra dela envolve um número de 35 a 40 milhões de residências no país, excluindo São Paulo, que já é área primeira de ação da Oi em relação à infraestrutura. Ele explica que a partir desse levantamento a Oi começou a traçar seus planos considerando que em boa parte das cidades ela já tinha a fibra interna para apoiar a expansão para a FTTH, o que faz com que o custo da Oi para a implementação da FTTH seja muito menor que o custo de implementação dos concorrentes, na grande maioria das cidades. Mesmo naquelas cidades onde nenhuma operadora tem nenhuma infraestrutura implementada, a Oi tem pelo menos um backbone passando pela cidade, o que coloca a Oi estando um ou dois ou três passos à frente de competidores grandes.

aos 22 minutos ele fala que a Oi está de olho na sua base histórica de clientes, inclusive para buscar de volta aqueles que foram perdidos ao longo do tempo, inclusive para pequenos provedores.

22m50s ele informa que a Oi é a única operadora que tem hoje uma base própria de equipe de instalação de campo, com cerca de 30 mil profissionais em todo o país, formada pela internalização de duas grandes terceirizadas que trabalhavam para a Oi. Essa base dá agilidade e diminui os custos do dimensionamento de campo para a Oi.

aos 24 minutos ele diz que a Oi está focada em ocupar os espaços que os pequenos provedores ainda não conseguiram ocupar e que quer também ganhar o mercado que atualmente é dos pequenos provedores, seja de que tecnologia for que eles estejam atendendo atualmente seus clientes, fibra, rádio, cabo ethernet… A Oi irá oferecer a estes clientes, em breve, conexão de ponta através da fibra.

– 24m55 ele dá uma cutucada de leve em outros grandes concorrentes cabeados, dizendo que em breve será uma oferta um nível acima para atender aos clientes destes grandes competidores pois a Oi tem uma capacidade que estes concorrentes não tem.

aos 25 minutos ele fala sobre a equação de custo dos provedores de rede para atender aos seus clientes no mercado: — atendimento e equipes locais —contratação de equipamento de rede e de casa do usuário — capacidade de escoamento de tráfego (backbone/backhall). Como os pequenos provedores não tem backbone e nem backhall, eles precisam utilizar a Oi para este serviço.

25m50s ele diz que, como estratégia, a Oi não vê o fornecimento de backbone e backall (mercado de rede no atacado) para pequenos provedores e até grandes provedores como estar alimentando o inimigo pois a implementação total da rede fibra da Oi a nível residencial, no país, deve ocorrer num prazo de 3 a 5 anos e a Oi não pode abrir brecha para que o atacado comece a ser um mercado viável para as suas concorrente, ou seja, cuidando do provimento para mercado do atacado a Oi cuida do seu próprio interesse em prover serviços futuros para os clientes daqueles que contratam o backbone/backhall da oi no momento. Ele também diz que a Oi vai investir em modelos de franquias para algumas regiões e em outros vai puramente investir no atacado.

aos 26m40s ele diz que o plano da Oi é estar em 16 milhões de casas até o final de 2021 (com FTTH) e ter um bom plano de atendimento para as outras 40 milhões de casas que ela ainda não terá conseguido atender e isso passa por acelerar investimento, fazer parcerias e operar como atacado.

aos 27m10s ele afirma que, em números concretos, onde a Oi chega com a fibra o mercado muda pois ela ganha muitos clientes da concorrência, atendendo, para este nicho, muito mais clientes que os seus próprios clientes migrando da tecnologia do cabo de cobre para a fibra. Muitos desses clientes são clientes retornando para a Oi.

aos 28m05s ele explica, de maneira educada, o desespero dos dois grandes concorrentes da OI (Claro e Vivo), por terem investido muito em infraestrutura em tecnologia de cabo, seja coaxial misto com fibra (um tipo de cabo de fibra mais antigo que não permite a chegada da fibra até dentro da casa do cliente que é o caso da Claro/NET), seja em DSL, como é o caso da Vivo/GVT. Como a Oi só pôde começar a investir posteriormente ela investiu na mais moderna tecnologia de fibra, chegando com a fibra até dentro da casa dos seus clientes e oferecendo planos de FTTH partindo de 200 megas de velocidade e com upgrade fácil para 500 megas, para 1 giga com custo marginal muito baixo para a operadora. O que muda é só o custo de atualizar através de software os equipamentos já implementados no FTTH.
aos 29m15s ele diz que, atualmente, para a Oi, habilitar um cliente FTTH custa o mesmo que custaria habilitar um cliente cobre a três anos.

aos 29m20s o entrevistador pergunto como ele vê o futuro da fibra com a chegada do 5G, se o 5G e a fibra vão se canibalizar. O presidente da Oi diz que a pergunta é boa para desmistificar a visão de que o 5G vai matar a fibra, vai matar a banda larga. diz que o 5G é excepcional pois pula algumas ordens de magnitude de velocidade, capacidade de tráfego e número de usuários, porém, para funcionar, ele precisa de backhall, conectividade física para suprir as antenas, estupidamente maior que no passado. então, paradoxalmente, para o 5G funcionar, ele precisa de muita fibra. Não é possível atender ao 5G com apenas um par de cobre como é o caso que ocorre atualmente em algumas antenas de 4G e muito menos com rádio, mesmo os de altíssima velocidade que também contém suas limitações. O 5G precisa de um número muito maior de antenas, portanto ele precisa de muita fibra, então o 5G é basicamente para áreas pequenas e densamente povoadas, mesmo assim, o custo para conexões físicas ainda continuará a ser muito favorável à fibra. Já para áreas com poucas casas que precisam ser atendidas com alta velocidade, a vantagem fica para o 5G atender. Então vai depender do caso de implementação de rede, em muitos casos o 5G será usado como um complemento à rede de fibra e portanto, na visão dele, não vai existir 5G no Brasil sem a infraestrutura da Oi.

A entrevista está acessível para os assinantes da Empiricus, o link que leva para ela está na descrição da Live postada acima, caso você deseja assistir à entrevista.

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