CLARO DECLARA INTERESSE EM COMPRAR A OI

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Quem acompanha o canal GPSPezquizaOficial sabe que desde que a Oi “deu um truco” no mercado de telecomunicações, clareando seus investimentos em fibra, sua força no mercado atacada de telecomunicações (backbone e backhaul) e o seu domínio na infraestrutura necessária para a implementação do 5G no Brasil, colocando a gigante Claro em uma saia justa, eu disse aos meus seguidores que o caminho mais acertado para a Claro Brasil era comprar ativos da Oi para ditar, no futuro, os rumos desta forte infraestrutura construída pela Oi.

O que recebi com essa análise foram mensagens raivosas, chacotas e a classificação de ser um idiota que não sabe de nada, afinal “se a Globo não falou nada disso não é verdade”.

Pois bem, nada melhor que um dia após o outro.

Tudo se encaminhava (e talvez ainda caminhe) para fortes investimentos da Huawei e de outras gigantes chinesas das telecomunicações, aqui no Brasil. No entanto fomos surpreendidos esta semana com duas notícias importantes que parecem sinalizar uma ajudinha ao grupo Embratel/Claro, frente à concorrência estrangeira pelos ativos que serão disponibilizados ao mercado pelo grupo Oi.

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A primeira notícia é retirar os enormes custos de resolver a interferência do 5G no sinal de Banda C aqui no Brasil. A interferência no 5G impactaria fortemente o mercado de tv aberta via satélite que é dominado pela Embratel/Claro e seus satélites StarOne. Com a solução mágica trazida pela Anatel, houve um grande alívio na Embratel/Claro e porque não dizer, uma sobra de alguns bilhões de reais para que a empresa possa fazer frente a outros investidores que pretendem vir para o Brasil.

A segunda notícia de impacto é a suposta intenção do presidente Jair Bolsonaro de intervir, por meio de decreto, no direito de as teles brasileiras de contratarem equipamentos de interligação de rede 5G da Huawei, colocando a chinesa na periferia da rede 5G do Brasil e a limitando a poder fornecer apenas 35% dos equipamentos totais para o 5G no país, mesmo assim, equipamentos de menor impacto na infraestrutura total da rede.

A medida, que ainda deverá enfrentar algumas dificuldades para se tornar realidade, inclusive articulações políticas que a presidência da república tem declarado desde de a sua posse que nunca faria, se realizada deverá se tornar um balde de água fria nas intenções chinesas no mercado telecomunicações no Brasil.

Alguns ativos de telecomunicações aos quais os chineses estavam de olho, como a rede móvel 4G da Oi, que a operadora já declarou que deverá se desfazer em breve, podem não ser mais tão interessantes assim, já que os chineses se veriam obrigados a trabalhar com equipamentos de suas concorrentes americanas para uma futura integração dessa infraestrutura com o 5G no Brasil.

Com investidores chineses podendo ser impedidos de investir nos ativos da Oi aqui no Brasil, as ações da tele caíram bastante de cotação ontem, fechando um movimento de baixa iniciado no dia 24 de janeiro. Hoje no entanto, as ações deram uma guinada de alta e subiram 6% durante o dia, com os investidores entendendo que o grupo América Móvel/Claro intenciona investir fortemente nos ativos da Oi, aproveitando o momento de indefinição para a Oi provocado pelo governo brasileiro.

O presidente da América Móvel/Claro, Daniel Hajj, declarou hoje que a Claro tem interesse de comprar ativos da Oi, num âmbito geral, ou seja, o que a Oi ofertar ao mercado a América Móvel ira avaliar com intenções de compra desses ativos. Obviamente a intenção de venda declarada da Oi, neste momento, é de seus ativos de rede móvel (4G/3G), no entanto a Claro bem sabe que a Oi ainda não resolveu totalmente seu processo de recuperação financeira e com a pancada que pode estar levando do governo brasileiro, pode fraquejar ainda mais e precisar se desfazer de outros importantes para a estratégia de futuro da Oi, incluíndo ainda, participação na infraestrutura de rede que sustentará o 5G aqui no Brasil.

A “mídia especializada” está fazendo aquela cortina de fumaça dizendo que o que a Claro quer é somente a rede móvel. O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, tenta manter o otimismo apostando que acelerar o crescimento da base de assinantes da Fibra da Oi será suficiente para levar à plena recuperação, o que leva a Oi a uma perspectiva de longo prazo, que não é interessante para os investidores especulativos, entre eles George Soros, um dos que se venderam fortemente suas ações da Oi nas últimas semanas. Outros fundos de investimento especulativos norte americanos também tomaram a mesma medida, um provável indicativo de que os acontecimentos recentes que impactaram o mercado de 5G aqui no Brasil já eram de conhecimento destes investidores.

Haja coração, se não se apresentarem novos investidores que estejam libertos das regras limitantes do governo brasileiro, a Claro poderá conseguir reverter os investimentos de rede feitos pela Oi em proveito próprio, podendo, inclusive, ter uma facilitação muito grande para tomar controle de porção significativa do controle da Oi ou de empresas que surjam de futuras separações de partes da operação do que hoje conhecemos como o grupo Oi.

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