MILITEC, ALFA X OU XADO, QUAL VOU COLOCAR NO MOTOR DO MEU CARRO?

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A pedidos estou republicando esta matéria sobre condicionadores de metal. Na época em que foi publicada, 2019, não tinhamos tantas opções como as que temos no momento, mas na minha opinião pelo menos duas das opções comentadas nesta matéria seguem no topo de qualidade quando se fala em condicionadores de metais, principalmente depois de testes exaustivos que podem ser acessados no Youtube: Xado e Militec 1.

Quanto ao Logan 1.6 8V 10/11 que cito nesta matéria, de lá para cá eu fui obrigado a parar de dirigir pois tive uma perda de acuidade visual muito grave. Mas o carro continua com a minha irmã, em Brasilia. Mas o melhor de tudo é que ele continua muito bem e está surpreendendo, fazendo médias de 12 Km/litro de gasolina.

Ainda esse mês ele deve receber uma garrafinha de Xado Highway, que é além de condicionador de metais um revitalizante pois conta com uma camada de microcerâmicas que aderem às ranhuras/desgastes existentes nos motores, preenchendo essas ranhuras e melhorando assim a compressão interna do motor. É top até para motores diesel e a ação dele como condicionador de metais dura cerca de 30 mil Km. Xado é uma marca tradicional no mercado europeu há decadas e se a pessoa o uso desde que retirou o carro da concessionária, é ruim de um cupim de ferro conseguir destruir o motor do carro.

Abaixo eu os deixo com o texto original que publiquei em 2019, tem muita informação bacana nele:

Agora que eu “herdei” um Logan 1.6 8V 10/11 precisando de manutenção, pelo menos o básico para ficar um pouquinho menos gastão, estou considerando colocar um condicionador de metais no motor e provavelmente na caixa de câmbio. No ar condicionado não vai dar pois o ar, por enquanto, só tá servindo pra fazer vento.
[Vou fazer uma intervenção aqui nesta parte] Notem que em 2019 eu escrevi que o carro era muito gastão, e era, fazia uns 6,5 Km/litro no etanol e uns 8,5 Km/litro na gasolina, talvez nem isso na gasolina pois a gente não abastecia muito nela pois não valia a pena. Na caixa de câmbio nunca coloquei o Militec 1. O ar a minha irmã consertou e está muito bom, mas também não colocou Militec 1. Mas percebam que no começo do texto eu informei que agora em 2022 ele faz 12 Km/litro de gasolina em Brasília, e isso porque o cunhado não tem dó do carro, se andasse na maciota faria muito mais. Melhorou assim depois do Militec.[Fim da intervenção no texto]

Se você não sabe por que eu herdei esse Logan, veja a seguinte matéria:

RENAULT DUSTER GoPro 1.6 SCe CVT — O novo carro da famí­lia

Pois é, a esposa resolveu trocar de carro mas o carro que serviu como entrada para o novo carro dela foi o meu. Eu herdei o carro que era dela e que está um pouquinho judiado.

É pouquinho mesmo, no geral ele está bom, o mecânico da nossa confiança já deu uma olhada, agora é dar aquela manutenção programada de 120 mil Km e o carrinho vai servir para o dia a dia muito bem durante muitos anos, assim espero.

E é verdade, é um carro 2010 que espero que dure mais no mí­nimo uns 10 anos, e é por esta vontade que quero começar a tratar ele no condicionador de metais, mas qual eu devo escolher? Militec? AlfaX? Xado?

Esse é um assunto controverso, tem muita gente que torce o nariz quando se fala de condicionador de metais, mas a maioria das opiniões que vemos contra esse tipo de produto vem de pessoas que nunca testaram o produto na real, elas se limitam a falar aquilo o que vem da alma e não da experiência com o produto.

Condicionador de metais se funcionasse o fabricante recomendava

O argumento mais usado pelas pessoas que não acreditam que o condicionador de metais funciona é o seguinte:

– Se funcionasse o fabricante recomendava.

Esse é um argumento inválido e quem o faz não entende muito da estratégia usada pela indústria em relação aos produtos que comercializa em função aos mercados para os quais eles são destinados.

Em se falando de carros, há uma visí­vel diferença de qualidade dos componentes nesses equipamentos de acordo com o país em que o carro é vendido. Entre outras coisas os fabricantes levam em consideração as normas governamentais de qualidade e segurança para os veí­culos e também a aceitação dos consumidores em relação ao produto ser fabricado com componentes de maior ou menor qualidade, o que impacta consideravelmente na durabilidade do veí­culo.

Em se falando de motor, com partes móveis que trabalhavam em regime de giro constante e de alta velocidade, com atrito entre os componentes, não só a qualidade do metal empregado na fabricação do motor mas também a tecnologia empregada nesta peça que é o coração do carro, impactam diretamente no tempo de vida útil do conjunto que impulsiona o veí­culo.

Infelizmente no Brasil nós fomos “sequestrados” pelos motores Flex, que apesar de terem sido vendidos para os brasileiros como uma das melhores invenções da indústria automotivo, a realidade não é bem assim.

A realidade é que o motor Flex não é bom nem para a gasolina e nem para o etanol, ele tem que trabalhar em um meio termo para ambos combustí­veis, gerando um consumo bem acima do que o carro teria se o motor fosse unicamente a etanol ou unicamente a gasolina, sem contar com alguns problemas de manutenção que ocorrem pelo fato de algumas das peças serem mais sucetí­veis à  agressão de um ou outro combustí­vel.

Coloque esses problemas com o fato de que o brasileiro não ser muito atento à  manutenção básica de seu veí­culo e muitos menos aos sinais que o próprio veí­culo dá de que há algo errado no conjunto propulsor. Um desses maiores sinais, que em grande parte das vezes é ignorado pelo condutor é justamente o aquecimento excessivo do motor. Sabe aquele tanquinho “de água” do radiador?

Pois é, ele deve ser tratado com o fluido de arrefecimento correto e de tempos em tempos deve ser completamente lavado e o tal fluido (uma mistura do lí­quido de arrefecimento com água, nunca água pura), deve ser totalmente trocado.

O problema mais notável quando se esquece de fazer a manutenção básica do carro e se ignora os aviso que o carro dá é quando o motor funde. Tem muita gente que conhece a expressão “o motor fundiu” mas não sabe exatamente o que ela significa.

É muito simples, o motor é metal, peças de metal quando aquecem acima de uma certa temperatura e são submetidas a um grande esforço tendem a se deformar pois certos pontos do metal, pelo motivo da concetração do esforço nesses pontos, aquecem mais que outros pontos e amolecem, começam a mudar de estado fí­sico, de sólido para um iní­cio de derretimento.

É claro que não dá tempo do metal derreter pois ao começar a mudar de estado fí­sico as peças do motor já não se encaixam como deveriam, afinal elas deformaram, o que provoca o travamento do motor, ou seja, algumas peças que já não se encaixam mais direito ficam presas umas nas outras não permitindo mais que o motor gire livremente.

Aí­ o prejuí­zo é grande.

Mas se o motor fundir não é culpa do fabricante, não é mesmo?

Falamos de um caso extremo, o motor aquecer muito acima do normal por falta da manutenção básica, troca de óleo, cuidar do arrefecimento…

O fabricante não pode ser responsabilizado pelo fato de o comprador do veí­culo não cuidar do bem que comprou. No entanto o fabricante tem toda a consciência de que aquele equipamento (motor) que ele está vendendo naquele determinado veí­culo, destinado àquele determinado mercado, é suscetí­vel a fundir a uma determinada temperatura que pode até mesmo ser considerada baixa em relação a outros motores de veí­culos destinados a mercados mais exigentes.

Vamos pegar um exemplo simples, o motor de uma Rolls Royce é muito menos suscetí­vel a fundir que o motor de um Chevrolet Onix. Esse fato ocorre não só pelas ligas metálicas de muito maior qualidade aplicadas na fabricação do motor do Rolls Royce, mas também por todo a engenharia e fluí­dos de suporte muito mais avançadas aplicada ao motor do carro, que entrem outras coisas, previnem o motor de nunca superaquecerem.

É claro que os fabricantes de carros “populares” nunca darão uma garantia vitalí­cia de motor como a dada por uma fábrica como a Rolls Royce, isso porque o consumidor de carros populares não pode pagar pela confiança de funcionamento eterno que está embutida no preço de um Rolls Royce.

Dessa forma, o consumidor de um carro popular é quem assume a responsabilidade de cuidar da maneira mais adequada possí­vel do motor muito menos confiavel que adquiriu (e bota menos confiavel nisso), entre outras coisas esse motor não aquenta tanto aquecimento quanto o motor de um Rolls Royce aguenta e muito menos tem tanto aparato para não deixar o carro aquecer quanto um Rolls Royce tem.

E se eu fosse você não iria querer que o motor do meu carro aquecesse nem um pouquinho além da temperatura adequada para o bom funcionamento dele. Isso porque a questão não é apenas do perigo de o carro fundir o motor, você sabe e eu sei que este é um caso bem mais extremo de lerdeza do dono do carro, mas é que atualmente há muito mais peças eletrônicas e sensores ao redor do motor do carro que também sofrem quando a temperatura sobe além do que deveria.

Lembre-se, o seu carro popular foi dimensionado pelo fabricante para trabalhar em uma temperatura ideal de funcionamento, o fabricante não projetou o veí­culo para aquecer muito além desta temperatura ideal, e vou contar só mais um segredo para você, o fabricante também não espera que seu veí­culo funcione tão bem depois que você começar a contar o número de revisões quase terminando os dedos da sua segunda mão.

Afinal o fabricante precisa ganhar um pouco mais de dinheiro com o seu carro, lembre-se, ele não te vendeu um Rolls Royce onde ele cobra o máximo possí­vel pois é bem províel que o cliente não irá querer trocar o produto por algumas décadas, ele te vendeu um carro barato e precisa ter mais alguma forma de lucrar com este carro, seja dando manutenção, seja você indo à  concessionária da marca trocar por um carro novo da mesma marca.

E o que provoca mais aquecimento no motor do seu carro e desgaste nas principais peças do conjunto, como o câmbio, por exemplo?

Atrito.

Quanto mais as peças se tocam e se batem dentro do motor e outras partes mecânicas, maior atrito, maior desgaste.

Militec, AlfaX, Xado e outros condicionadores de metal para diminuir o atrito entre os metais

Como assim, você não sabia que as peças de metal dentro do motor do seu carro na realidade não estão se “batendo” diretamente umas nas outras? Pois é, não estão ou não deveriam estar, elas trabalham banhadas por uma finí­ssima camada de óleo lubrificante cujo objetivo é formar uma barreira entre as peças que se atritam no carro. Esse objetivo nem sempre é bem sucedido.

A primeira partida do carro no dia, por exemplo, gera alguns segundos (geralmente 5 segundos) de peças se tocando diretamente, sem que o óleo lubrificante consiga formar essa barreira entre os metais.

Outro caso em que essa barreira falha é quando você deixa a troca do lubrificante passar além da quilometragem recomendada. Nesses casos o óleo lubrificante já não tem mais a mesma composição ideal que tinha quando era um óleo novo, o lubrificante é contaminado no motor por diferentes agentes externos, trazidos pelo ar que entra no motor, por combustí­veis adulterados, pelo excesso de temperatura de trabalho, pelo próprio trabalho do motor pode modificar os componentes quí­micos do lubrificante, por melhor que eles sejam, o lubrificante acaba ficando mais “fino, ou seja, mais líquido do que era quando foi colocado no motor do carro e com isto ele impede menos que haja atrito direto entre as peças.

O óleo lubrificante é desenvolvido pela indústria de acordo com as especificações do fabricante do motor daquele veí­culo e também é dimensionado para o funcionamento em condições ideais, tendo, assim como o motor, uma tolerância a sair fora dessa faixa ideal de funcionamento, mas no caso dos carros populares, acredite, essa tolerância não é tão tolerante assim como os mais descuidados com o carro imaginam.
[Outra intervenção rápida aqui] Há pouco tempo fiquei sabendo que os fabricantes estão recomendando óleos mais finos (mais líquidos) não pelo motivo de o óleo ter melhorado na proteção do motor mas pelo motivo de fazer o motor ficar mais econômico… Mas isto desgasta o motor do carro mais rapidamente… Abre o olho[Fim da intervenção]

Lembra? Atrito gera temperatura elevada que gera diversos problemas para o carro, podendo chegar ao extremo de fundir o motor.

Qual a melhor estratégia então para diminuir ou conter o máximo possí­vel esse atrito, possibilitando o motor trabalhar em uma temperatura menor naquelas situações em que ele deveria superaquecer? Usar um produto que crie uma barreira mais efetiva entre os componentes do conjunto motor do carro, que se atritam. O problema, esse produto não pode interferir drasticamente nas especificações dos peças e fluidos do motor do carro pois, se o fizer, pode provocar o travamento do motor por acrescentarem um excessivo corpo estranho ao conjunto original do motor.

Esse produto existe e é conhecido como condicionador de metais, e pasmem, muitos acham que ele foi inventado no Brasil e que é um produto recente, mas não é.

No Brasil nós temos várias marcas, mas duas se tornaram as mais conhecidas: Militec e AlfaX. Eu também vou citar outra marca que não muito é conhecida aqui no Brasil mas que é necessária para o bom entendimento do produto, a Xado.

Todos os três produtos são atualmente utilizados no mercado automotivo para a diminuição do atrito entre as peças e consequente diminuição da temperatura de trabalho das peças, o que pode levar à  maior durabilidade e tempo de uso daquele equipamento, com menos manutenção por desgaste dos componentes.

Condicionadores de Metal. Militec 1, Alfa X e Xado Stage 1

– Militec é uma marca/produto norte americano cujo esforçp é bastante efetivo nessa diminuição de atrito, é um produto realmente impressionante que depois de atingir o tempo de tratamento nas peças, geralmente 1 mil quilômetros, permite que o motor funcione durante alguns quilômetros sem nenhum óleo lubrificante no cárter, ou seja, ele fixa uma pelí­cula lubrificante entre as peças e essa pelí­cula do Militec que se coloca entre a pelí­cula formada pelo óleo lubrificante e as peças. Dessa forma, em uso normal, com óleo no carter, o aquecimento das peças por questão do atrito diminui bastante (entenda que esse aquecimento por atrito não acaba totalmente e que ainda existe o aquecimento pela queima do combustí­vel); já para o uso em emergências, quando o óleo do carter diminui consideravelmente, por acidente ou esquecimento de manutenção do usuário, entre outros motivos, ou mesmo vaza totalmente, a pelí­cula do Militec irá retardar consideravelmente o tempo que o motor leva para aquecer além da temperatura suportada pelo metal do motor, antes deste conjunto fundir. Há alguns testes mostrando motores rodando sem óleo lubrificante, depois de terem sido tratados durante milhares de quilômetros com o Militec, e estes testes são realmente impressionantes.

O grande erro de quem compra Militec, no entanto, é achar que o produto vai “consertar” o motor, aumentar substancialmente a potência, diminuir incrivelmente o consumo e até mesmo transformar o Fiat 147 numa Lamborghini… Nada disso vai acontecer. O Militec não tem a capacidade de recuperar carros detonados e geralmente quem quer esse milagre é justamente a pessoa que não dá a manutenção correta no carro e quando nota que é necessária essa manutenção, procura alguma solução mágica para que o carro se conserte milagrosamente.

O Militec é adequado para ser usado em motores em bom estado e o que ele fará será justamente conservar esses motores por muito mais tempo de uso, desde que o dono do veí­culo também mantenha em dia a manutenção do veí­culo.

O motor irá trabalhar com menos atrito, menos desgaste, menos aquecimento, irá ter um tempo muito maior de uso mantendo as caracterí­sticas de um carro novo. O que já é muito bom.

– Xado… Sim, passei do Militec para o Xado, o AlfaX fica por último e tem uma boa razão para isto. Lembra que no Militec eu disse que ele não é santo milagreiro? Que ele não é o produto adequado aos carros mais detonados? Pois é, essa situação fica para o Xado. O problema é que o Xado não é exatamente um produto só, mas um conjunto de produtos para o adequado tratamento do veí­culo, quanto mais detonado o veí­culo, mais produtos Xado você vai precisar usar.

O produto mais destacado no caso dos condicionadores de metal, Xado 1 Stage, é até adequado para carros mais novos, mas não é bem essa a “vibe” dele. Se o carro não é muito detonado é só ir com esse produto e está tudo bem. Mas se o carro está precisando de manutenção aí­ entra o kit de guerra da marca, é necessário fazer um flush no motor (com um Xado Flush), depois o tratamento com o Xado 1 Stage com alta concentração de nano partí­culas para recuperar o metal do motor e mais uma aplicação extra de nanopartí­culas para finalizar o trabalho, Xado Ex.

E olha que essa descrição de tratamento aí­ é só por cima, a Xado, uma marca da Ucrânia, tem dezenas de produtos em seu catálogo e os fabrica há vários anos, sendo muito bem conceituada no mercado europeu por operar verdadeiros milagres nos carros de lá.

Perceba: Ucrânia, leste europeu, os veí­culos precisam ser mais robustos, não há muito estrutura para a manutenção dos veí­culos, a população não tem grande disponibilidade econômica para a constante troca de veí­culos…

Notou que há extremos entre o Militec (quanto mais novo o motor, mais cedo começar o tramenteo, melhor) e o Xado (feito para revitalizar os motores cansados e então condicionar os metais)? Então é hora de falar do AlfaX.

– O AlfaX é um produto nacional que compete muito bem com o Militec e em tese compete com o Xado (mas a marca não deixa muito claro se sim ou se não). Há dois produtos disponibilizadas pela marca para o condicionamento de metais: AlfaX Legaxy e AlfaX+ Plus.

O AlfaX Legacy é basicamente o concorrente do Militec, ele não recupera motores detonados, quanto mais cedo aplicar o produto ao motor e continuar o tratamento conforme especificado, melhor. A durabilidade do motor irá aumentar consideravelmente pelos motivos semelhantes aos do Militec. Mas não espere milagres de potência e consumo, eles podem acontecer para conjuntos bem equilibrados e em bom estado de funcionamento, para a tranqueira o resultado mais províel será frustração. Dê uma boa manutenção no seu veí­culo e depois comece a usar o produto.

Já o outro produto AlfaX+ Plus, apesar de a fábrica não se manifestar de maneira assertiva sobre o assunto, parece ser um irmão mais pobre dos produtos Xado, ou seja, ele parece ter sido criado para recuperar um pouco os metais desgastados, com nanopartí­culas misturadas ao produto que ao serem aquecidas preenchem com estes metais as peças desgastadas (arranhadas), se fundindo a estas peças. No entanto o “tratamento” que o AlfaX+ Plus dará nos motores desgastados não será tão “agressivo” quanto o que é feito pelo Xado, ou seja, ele pode ter melhores resultados para os motores mais cansados, desgastados, até conseguindo fazer um pequeno milagre em alguns desses motores, mas ainda é mais garantido dar uma boa manutenção no motor e a partir de então passar a usar o condicionador de metais.

Militec, AlfaX e Xado estragam o motor do carro?

Essa é polêmica que muitos amantes de carro gostam de sustentar, mas que por incrível que pareça, por mais que se procure, não se encontra nada consistente sobre carros que foram estragados por estes produtos.

Procurando no Reclame Aqui há, no geral, 7 reclamações contra a fabricante do AlfaX, 3 delas abertas alegando problemas no motor, um de carro e dois de moto. Duas das reclamações foram resolvidas como sendo problema em outras peças no motor e cujos proprietários incialmente alegaram que o problema seria o AlfaX e posteriormente foi provado que não foi. A outra reclamação não ficou esclarecida pois o usuário só parecia mesmo disposto a reclamar e não a provar que o problema realmente existiu. As outras quatro reclamação eram sobre frete, dificuldade de aplicar o produto no ar condicionado, preço e possibilidade de haver produtos falsificados no mercado (infelizmente há).

Quanto ao Militec, há impressionantes duas reclamações contra o produto no Reclame Aqui. Uma sobre motor de um Corolla (o cara detonar o motor de um Corolla é muito arteiro mesmo) que foi solucionada como não sendo culpa do produto. A outra reclamação como aplicado com graxa em um rolamento e o reclamador resolveu não responder mais no Reclame Aqui após ter recebido a visita de um representante da Militec.

Afinal, Militec, AlfaX, Xado, funciona ou não funciona?

Para mim as marcas Militec e AlfaX já deram suficientes provas, aqui no Brasil e até mesmo na América do Norte, de que seus produtos realmente funcionam. Ambas patrocinam profissionais e equipes que correm de moto e carro em diversas categorias. Ambos tem profissionais renomados em mecânica, tanto no Youtube quanto na televisão, validando os seus produtos para uso no ramo automotivo.

Resta ainda a dúvida sobre a existência de produtos falsificados. Para isto ambas marcas tem loja de fábrica e é numa dessas lojas de fábrica que vou adquirir para usar em meu carro.

Há também a reclamação de que é caro para aplicar no ar condicionado, já que é necessário uma ferramenta e quem a tem cobra caro pela aplicação. Mas fazer o que, é assim que o barco toca, há a solução caseira mas que pode dar PT no ar condicionado do carro (ou não).

No geral eu acho o preço do produto razoavel pelo tempo útil dele, de 20 mil km para uma nova aplicação, sendo que o AlfaX recomenda que, na realidade, após a primeira aplicação, a cada troca de óleo se use metade da quantidade inicial aplicada em cada troca de óleo.

Quanto ao Xado, é uma marca do leste europeu para um uso mais agressivo nos veí­culos. O que há de mais substancial sobre ele está publicado em lí­nguas do leste europeu: ucraniano, bulgaro, russo e assim por diante. Ainda não tenho um juí­zo bem formado sobre os produtos Xado para os veí­culos brasileiros, levando em consideração as diferenças técnicas de qualidade de material, construção dos motores e tipos de combustí­vel usados pelos veículos tratados com o Xado.

Um segredo sobre o Militec, Xado e o surgimento dos condicionadores de metais

Por fim é necessário que você saiba um segredo sobre o surgimento dos condicionadores de metais e fabricantes como o Militec e o Xado: os condicionadores de metais não surgiram para serem aplicados a motores veiculares, eles foram, posteriormente, adaptados para esse tipo de uso.

Os condicionadores de metais surgiram com a finalidade de uso militar, para aumentar a confiabilidade de máquinas de guerra, armamentos, equipamentos de grande atrito em instalações militares. Posteriormente os produtos foram levados a veí­culos automotores, equipamentos industriais e então disponibilizados ao mercado consumidor, primeiro como aditivos de menos efetividade, misturados a um mix de aditivos com uma finalidade mais generalista no motor do carro e depois de função única, como condicionador de metais.

Vale a pena ressaltar o caso do Xado, que era também, e ainda é, um produto destinado aos equipamentos militares do leste europeu e paí­ses do bloco declaradamente socialista, cujos equipamentos se mantêm funcionais e em operação por um perí­odo de tempo maior que os equipamentos militares ocidentais. O bloco militar ocidental tem um objetivo de produção diferente, movimentando uma indústria militar que também busca gerar constante lucratividade, enquanto os paí­ses socialistas querem a confiança no equipamento e o possí­vel acumulo de quantidade armamentí­cia.

É isso pessoal, diante de tanta coisa que se fala sobre esses produtos espero ter podido acrescentar algo mais que ajude a esclarecer a finalidade dos mesmos.

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