[Record vs. Globo] Troca de farpas na imprensa por causa de maracutaia… da Globo…

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Após a maracutaia ocorrida nesta semana entre Globo e Fifa, em que a Fifa renovou os direitos de transmissão da Globo para as Copas de 2018 e 2022, ignorando que no Brasil existem outras tvs abertas alÉm da Globo em condições de comprar o evento, ou seja, não fez licitação, houve um intensa troca de farpas entre as emissoras na imprensa.

A saber na renovação surpresa, a Record se revoltou e soltou um primeiro comunicado.

“A empresa que teve seu acordo prorrogado com a FIFA gosta de se auto intitular como um dos maiores grupos de comunicação do mundo. Em contrapartida, mostra em seus mÉtodos que não aceita concorrência livre em que a melhor proposta seja a vencedora”

Em resposta o diretor da área de esportes da Globo deu a seguinte declaração ao UOL, “A Globo está mil anos-luz Á  frente da Record”, irritando ainda mais a emissora.

Nesta sexta a Record soltou um extenso comunicado contra a Globo, repreendendo a falta de Ética desta em relação aos eventos esportivos em que ela manipula os direitos de transmissão de maneira torpe.

Nele a Record tambÉm evidencia um fato, a constante queda de audiência da Globo, o que a “lÁ­der” não tem como negar.

Confira o comunicado da Record abaixo, na Á­ntegra.

“Diante das afirmações do Sr. Marcelo diretor da Globo ao Uol, É necessário esclarecer:

Como um diretor da Globo pode falar desta maneira trabalhando numa emissora que perde audiência todos os anos? O orgulho e a arrogÁ¢ncia não permitem perceber a realidade provada pelos institutos de pesquisa: os brasileiros estão cada vez mais em busca de novas opções na televisão. E a Record simplesmente se propõe a ser uma delas.

Há cinco anos a Globo tinha 15 pontos de audiência a mais que a Record na mÉdia do dia na Grande São Paulo. Hoje, a diferença despencou para 7 pontos, como mostram os nÁºmeros consolidados de fevereiro. Curioso, aliás, este diretor usar de tanta soberba justamente quando a Globo registra o pior fevereiro, em audiência, de toda a sua história.

Nas transmissões esportivas, das quais o diretor da Globo fala com tanta prepotência, a situação É ainda mais grave. Entre os anos de Copas do Mundo de 2002 atÉ 2010, por exemplo, os jogos da seleção caÁ­ram em audiência 29%, ou seja, um em cada três telespectadores abandonaram a suposta qualidade da Globo para assistir aos jogos do Brasil por outros caminhos.

No tratamento dos Jogos Pan-Americanos, a mesma arrogÁ¢ncia: a Globo ignorou o evento durante vários anos seguidos. Em 2003, a emissora transmitiu inacreditíeis 29 minutos do Pan de Santo Domingo. Ano passado, em Guadalajara, a Record exibiu 140 horas de eventos da segunda mais importante competição olÁ­mpica mundial. E apesar das dificuldades enfrentadas com a qualidade do sinal internacional de transmissão, lideramos a audiência em vários jogos, competições e em diversas capitais brasileiras.

O que os diretores da Globo não entendem, ou não querem entender, É que o telespectador É o grande responsíel por estas novas escolhas. ArrogÁ¢ncia tÁ­pica de quem não tolera concorrência, como aconteceu esta semana nas sombrias negociações pelos direitos das Copas de 2018 e 22.

No Comitê OlÁ­mpico Internacional É diferente. Houve uma licitação para os Jogos OlÁ­mpicos de 2016 e, ao contrário do que tenta sugerir o referido funcionário da Globo, a Record conquistou os direitos para televisão aberta assim como a sociedade Globo-Bandeirantes tambÉm. Na mesma disputa e ao mesmo tempo foram proclamados os resultados, sem privilÉgios ou prioridades.

Honorilton Gonçalves, vice-presidente de Programação – Rede Record”.

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