TV VIA SATÉLITE – COMPRESSÃO DE VÍDEO, PARA QUE SERVE? [DÚVIDA DO LEITOR]

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Sobre a compressão de vídeo no sinal da tv via satélite, o leitor Christian enviou a seguinte pergunta para o GPS.Pezquiza.com:

“Vi que os canais transmitidos via satélite tem compressão de vídeo diferente, às vezes até no mesmo satélite. No que isso influencia para quem vai assistir aos canais?”

A compressão de vídeo (dados transmitidos) tem uma grande influência para a tv via satélite.

Antes de mais nada é importante que você entenda que a imagem (vídeo) que está sendo transmitida ocupa uma certa quantidade de dados por segundo. Também o meio pelo qual ela será transmitida, o transponder no satélite, tem uma capacidade limitada de transmitir certa quantidade de dados por segundo.

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A lógica é a mesma da internet, se considerarmos que a sua conexão de internet tem uma velocidade de dados por segundo que é suportado por ela, e se considerarmos a sua conexão de internet semelhante a um transponder de satélite, a sua conexão de internet também tem uma quantidade limitada de vídeos que podem ser assistidos simultaneamente e você bem sabe que essa quantidade de vídeos não é ilimitada, muito longe disso não é mesmo?

O básico da compressão, como a nomenclatura dessa técnica bem dá a entender, é colocar uma maior quantidade de dados, no nosso caso vídeos, em um meio de transmissão desses dados, no nosso caso um transponder, onde normalmente caberia bem menos se os dados não forem comprimidos.

Um transponder de tv via satélite tem um limite da quantidade de dados, vídeos, simultâneos que ele consegue carregar Quando esses vídeos são comprimidos em formatos diferentes, por exemplo: mpeg2, mpeg4, HEVC; e também são colocados em resoluções mais baixas ou mais altas; cada ação de compressão dessas faz com que o vídeo tenha uma necessidade maior ou menor de ocupar dados por segundos de transmissão, seja no satélite, seja na internet. Dessa forma cabem mais vídeos naquele meio onde caberiam menos vídeos sem compressão.

Em tese quanto menor a quantidade de dados ocupada por uma transmissão, maior a facilidade do receptor de abrir aquele vídeo e entregar na tela da tv ou monitor ligada ao receptor, toda a qualidade de cores, contraste e som que aquele vídeo teria se o mesmo vídeo (dados) fosse carregado a partir de uma mídia gravado com aquele mesmo arquivo de vídeo, por exemplo, um DVD com aquele vídeo gravado da maneira como foi codificado.

A realidade no entanto não é bem esta, algumas tecnologias de compressão de vídeo entregam arquivos com tamanhos pequenos para serem transmitidos e recebidos na tv linear via satélite e outros meios de transmissão, no entanto esses formatos são mais sucetíveis à falhas de imagem relativas à necessidade de continuidade constante da transmissão, bem como oscilação, mesmo que pequena, na velocidade de tráfego de dados por segundo do meio de transmissão entre outras ocorrências que podem dificultar a integridade do arquivo de dados entre o transmissor e o receptor.

A resolução do vídeo em uma transmissão constante, como é a tv via satélite, também é um fator de dificuldade para que a imagem se mantenha integra desde o momento em que sai do transmissor até o momento em que é mostrada na tela do receptor.

Por estes motivos há uma constante pesquisa em tecnologia de compressão de vídeo e as melhores compressões, aquelas que permitam trafegar arquivos com maior resolução ocupando menos dados por segundo e com boa tolerância a falhas. Bons formatos de compressão de vídeo tem um valor de implementação mais alto em toda a cadeia de captação, produção, compressão, transmissão e recepção das imagens. Esse custo de implementação envolve equipamentos e softwares.

Por este motivo é necessário fazer um balanceamento de custos quando o assunto é a transmissão via satélite, cuja limitação de dados por segundo é baixa. Mas mesmo via internet esse balanceamento de entre o custo e a qualidade de imagem que se quer entregar é sempre levada em consideração.

Outro fator que pesa na tv via satélite para a adoção de novos tecnologias de compressão que entreguem imagens com melhor contraste, cores e/ou resolução, é a compatibilidade ou não dos receptores já instalados pelas operadoras com estas novas tecnologias.

É por isto que você assiste a algumas emissoras com uma imagem mais nítida, mais brilhante, mais colorida, enquanto assiste a outras com cores mais lavadas, imagens mais desfocadas e algumas vezes até mesmo quadriculadas.

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