SATÉLITE SERÃO SUBSTITUÍDOS POR BALÕES ESTRATOSFÉRIOS?

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Hoje eu li uma interessante matéria intitulada “Por que os balões despontam como futuros substitutos dos satélites”.

O foco da matéria me chamou atenção por conta da perseguição que os satélites vem sofrendo por alguns grupos que, após a nova investida de algumas empresas na tecnologia dos balões, está usando tal tecnologia para “validar” a tese de que os satélites não existem e são somente balões estratosféricos. Acontece que os satélites e a maneira como o sinal deles é captado é uma excelente forma de validar o formato da Terra.

Em 2013 eu já havia publica aqui no GPS.Pezquiza.com uma matéria sobre os tais balões, na época ainda desacreditados e vistos com desconfiança, veja:

Google confirma que vai prover internet de graça e já iniciou testes

No início desta ano publiquei também matéria quando um dos balões do Google caiu em uma fazenda aqui em Goiás e os terraplanistas se apressaram para dizer que haviam descoberto a farsa dos satélites, veja:

A TERRA PLANA, OS “SATÉLITES DO GOOGLE” E A GUERRA CONTRA A INTELIGÊNCIA

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Agora me deparo com a matéria que citei acima, que fala um pouco sobre a tecnologia utilizada em tais balões estratosféricos no entanto não dá maiores detalhes sobre a substituição efetiva dos satélites. Quem lê o título proposto pensa logo em substituição de todos os satélites – confesso que eu no primeiro momento também pensei assim, mas logo recobrei a razão – mas pensando com mais calma, pensando em toda a gama de utilização dos satélites, logo se entende que não é bem assim.

Tais balões se assemelham muito mais com “navios” flutuando ao sabor dos ventos da estratosfera terrestre, acima dos 30 quilômetros de altitude, mas que não podem ainda ser controlados com 100% de precisão, o que é um grande problema para alguns usos, como o dos satélites geoestacionários de telecomunicações, por exemplo, que estão em um ponto fixo para que as antenas que os captam também estejam sempre fixas. Há também as estações de transmissão terrestre que enviam os sinais que serão retransmitidos pelos satélites e estas também dependem que os satélites estejam em uma posição alcançável para a sua transmissão. Se você não entende sobre eles estarem fixos em órbita leia a seguinte matéria:

Como é possível o satélite ficar parado na sua posição orbital?

Os balões estratosféricos, cheios de gás hélio, atualmente tem seu invólucro inflável fabricado em um plástico bastante espesso e podem realizar decolagens (subidas) e poucos (descidas) com bastante segurança, mas não são infalíveis, visto que o do Google caiu aqui em Goiás. Estes balões também podem ser navegados com uma boa precisão, mas não podem ficar parados em uma mesma posição indefinidamente, eles precisam ser colocados em diferentes altitudes para os ventos em diferentes posições nestas determinadas altitudes os levem para os locais onde se deseja que os balões operem.

Há boas funções para estes balões estratosférios: monitoramento geográfico, segurança marítima, compartilhar dados como se fossem roteadores de dados ou internet, estudos científicos.

Há possíveis utilizações que precisam primeiro se provarem e mostrar segurança: transporte de cargas e transporte de passageiros.

Sem dúvida estamos em uma nova era dos balões e esta deve ser muito mais duradoura que a anterior que finalizou em tragédia. No entanto ainda é muito cedo para dizer que esta tecnologia será a que vai substituir de vez os satélites, nesse quesito a fibra ótica está fazendo melhor serviço e sem tirar os pés do chão.