FOGUETES REAPROVEITÁVEIS DA SPACEX ESTÃO MATANDO A ARIANEGROUP

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A ArianeGroup, controladora, entre outras, da Arianespace, cujo site de lançamento é vizinho ao Brasil, na Guiana Francesa; se colocou em uma difícil situação financeira por ter ignorado o poder de concorrência da Spacex e da Blue Origin nas pequenas cargas espaciais.

O ArieneGroup, europeia, teve origem em 2014 com a associação entre a Airbus e a Safran, formada especialmente para o desenvolvimento do foguete lançador de grandes cargas espaciais Ariane 6. A empresa anunciou ontem que irá demitir 2.300 empregados nos próximos cinco anos, de um total de 9.000 postos de trabalho que mantém entre seus subsidiárias na França e na Alemanha.

O motivo das demissões é a diminuição considerável da sua carteira de clientes ocasionada pela concorrência de novas empresas no mercado de lançamento de cargas espaciais, com ofertas mais agressivas às quais não podem ser cobertas pela ArianeGroup, ou seja, a concorrência da Spacex e seus foguetes reaproveitáveis.

Os players que se juntaram para a formação do ArianeGroup já atuavam no mercado de foguetes espaciais há muitos anos com o nome de Airbus Safran Launchers, uma joint venture da empresa aeroespacial europeia Airbus e do grupo francês Safran, cujos três principais negócios são: aeroespacial (sistemas e equipamentos de propulsão orbital), defesa e segurança com o objetivo de desenvolvimento e posterior produção do Ariane 6.

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Na época em que a Spacex anunciou que iria criar foguetes de lançamento de cargas espaciais reaproveitáveis, virou piada no mercado, o projeto foi considerado uma piada inclusive pela Airbus Safran Launchers, que deu de ombros e não se importou em criar uma divisão de pesquisa para o desenvolvimento de um foguete com capacidade similar. A empresa focou no lançamento de cargas espaciais de até 20 toneladas em foguetes “convencionais” não reaproveitáveis, agora a estratégia se mostrou equivocada.

Os foguetes reaproveitáveis da Spacex revolucionaram o mercado, levaram a competitividade a um nível bastante elevado, reduzindo o custo de lançamento de cargas espaciais a um valor de quase 50% abaixo ao que é praticado pela ArianeGroup; o resultado: tanto clientes institucionais quanto grupos privados começaram a migrar para os lançamentos da Spacex, estrangulando as operações comandadas pela ArianeGroup.

Para piorar a situação a Spacex também tem o seu concorrente de peso, e reaproveitável, para o foguete Ariane 6, o Falcon Heavy.

Resta saber se o ArianeGroup vai conseguir sobreviver aos próximos cinco anos com a mesma estratégia de mercado ou vai em busca de desenvolver seus próprios foguetes reaproveitáveis.

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