TV PIRATA foi alvo de MEGA OPERAÁ‡ÁƒO DA POLÁCIA DO RJ NESTA SEXTA FEIRA

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A polÁ­cia do RJ deflagrou uma mega operação hoje para cumprir 15 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão.

Segundo o que divulgou a delegacia envolvida na investigação, Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), a operadora Claro NET estava sendo vÁ­tima de uma quadrilha formada por quatro empresas credenciadas como prestadoras de serviço e revendedoras de pacotes de tv por assinatura destas operadoras de tv paga.

Estas quatro empresas cujos nomes foram divulgados pela polÁ­cia e MinistÉrio PÁºblico como sendo CRJ Laboratório de Informática, MBA Telecom, SAF Telecomunicações, JM3 Telecomunicações e Eletrolinda Assistência TÉcnica.

As prisões foram efetuadas contra donos e funcionários destas quatro empresas, alÉm de um funcionário da própria operadora de tv Claro Net que foram denunciados por formação de quadrilha e estelionato.

TambÉm segundo os investigadores envolvidos na operação, foram apreendidas dezenas de equipamentos originais das operadoras Claro Net que eram usados para a pirataria do sinal destas operadoras.

O esquema utilizado pela quadrilha foi relatado pelos investigadores da seguinte maneira:

As empresas credenciadas tinham acesso liberado ao banco de dados da Claro Net pois eram legalmente representantes e prestadoras de serviços da operadora, então elas inseriam neste banco de dados a informação de instalação de pacotes de tv por assinatura revendidos por elas no entanto utilizavam para isto os dados de terceiros que na realidade não haviam contratado os serviços e que portanto tambÉm estavam sendo vÁ­timas do golpe. Usavam para estes cadastramento endereços inexistentes onde não Á­am instalar os equipamentos que fazima parte da assinatura e recebiam da operadora tanto pela instalação que não existiu quanto uma comissão pelo pacote que foi “assinado” pelo cliente.

A segunda parte do golpe vinha quando estas credenciadas de posse dos equipamentos ativados atravÉs do processo fraudulento descrito acima, pfereciam estes equipamentos para terceiros com o valor de assinatura muito abaixo do valor real praticado pela operadora. As pessoas que contratavam estes equipamentos não desconfiavam do golpe pois estavam fazendo a assinatura dentro de uma empresa credenciada pela operadora. Os integrantes da quadrilha eram quem recebiam os valores mensais por estas assinaturas.

E como É que os receptores ativados com dados fraudados continuavam ativos? Você deve estar se perguntando isto não É mesmo?

Muito bem, isto acontecia por que as empresas que faziam o golpe tinham acesso ao banco de dados da Claro Net e então tambÉm tinham acesso aos dados que os permitiam renegociar as dÁ­vidas dos clientes que nem sabiam que eram clientes da operadora para que os receptores continuassem ativos.

Com o tempo quando já não havia mais como postergar as dÁ­vidas tantos os primeiros clientes fraudados quanto os que contratavam os pacotes por valores baixos e acabavam ficando sem o sinal da operadora entravam na justiça contra a Claro Net exigindo reparação. Os primeiros por que não eram na realidade clientes da empresa e tinham seus nomes inseridos em cadastros de devedores e recebiam cobranças com valores exorbitantes. Os segundos por que estavam pagando regularmente pelos serviços contratados que julgavam terem realmente contratado da Claro Net e de repente o sinal da tv por assinatura era cortado e numa mais restabelecido.

A quadrilha tambÉm esta´sendo acusada de pagar propina para empregados que trabalhavam no departamento de detecção de fraudes da Claro Net para que estes fizessem vista grossa quanto Á s ações fraudulentas que estes estavam praticando.

A quadrilha caiu após a investigação conseguir a quebra do sigilo telefônico de um dos membros da quadrilha que anunciava os receptores e serviços atravÉs do site OLX.

A Net divulgou a seguinte nota Á  imprensa:

A NET ressalta que prima pela integridade de seus processos e clientes e vem trabalhando fortemente na identificação de pessoas que usam o nome da empresa indevidamente, com o objetivo de fraude. A operadora apoia o trabalho da PolÁ­cia Civil, inclusive tendo sido a autora das denÁºncias que deram inÁ­cio Á s investigações da Operação NODE.

TambÉm foram divulgados o nome dos 16 denunciados dos quais 15 foram presos, sendo 14 homens e duas mulheres.

Foto dos equipamentos apreendidos abaixo.