Os servidores de Cardsharing que não são servidores de cardsharing

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A pedido do nosso leitor Ronald Abreu, que fez um comentário através do sistema de comentários do facebook, vou cumprir uma promessa que fiz em 22 de março de 2014 quando na matéria Por que o Cardsharing não está abrindo os HDs do C2 e Amazonas? eu disse que iria falar sobre os servidores de cardsharing que na realidade não são servidores de cardsharing.

Naquela matéria eu expliquei por que os servidores de cardsharing não tinham a mesma capacidade de abrir os canais HD das operadoras de tv por assinatura que os servidores oficiais de IKS e SKS das marcas tinham.

Naquela época, como ocorre ainda hoje, havia uma boa parcela de pessoas que aderiram ao uso de cardsharing por acreditar que os serviços de abertura dos canais das operadoras de tv oferecidos pelo cardsharing eram de maior qualidade que o serviço oferecido pelas marcas e seus servidores de IKS e SKS.

De lá para cá o que mais mudou foi que as marcas de receptores de satélites investiram cada vez menos em servidores de IKS e SKS e vem fazendo parceria com os servidores de cardsharing para utilizar os canais abertos por estes servidores para estas oferecerem seus serviços de IKS e SKS.

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O cardsharing melhorou? Esta é uma avaliação que eu deixo para os leitores comentarem na matéria, no entanto eu acredito que uma prática que já havia muito naquela época ainda persista muito até hoje.

É a prática dos servidores de cardsharing que na realidade não são servidores de cardsharing.

Mas o que significa um servidor de cardsharing que não é servidor de cardsharing?

Isto ocorre de maneira diferentes

1) quando uma pessoa que diz ter um servidor de cardsharing vende usuário e senha de acesso a este servidor de cardsharing que na realidade ele não tem, o que ele faz é uma parceria com algum servidor de cardsharing real e arremata uma quantidade X de usuários e senhas para aquele determinado servidor de cardsharing e revende estes acessos aos seus clientes dizendo que é do servidor de cardsharing dele.

2) quando uma pessoa que não tem recursos tecnológicos suficientes para quebrar as chaves de acesso condicional das operadoras de tv por assinatura monta um servidor de redirecionamento das chaves de acesso geradas por um outro servidor de cardsharing e revende acessos a estes redirecionar como se fosse um servidor de cardsharing real.

Mas o que isto tem demais se o cardsharing estiver funcionando? Você deve estar se perguntando.

O que isto tem demais é que até para se fazer coisa errado no mundo o ser humano precisa ter um pouco de senso, e eu sei que muitos corajosos que mantém um servidor de cardsharing tem este senso pois um servidor de cardsharing só suporta um determinado número de usuários conectados à ele para que possa garantir a qualidade do serviço para todos os usuários conectados a ele. Se exceder este número de usuários conectados simultaneamente alguém vai pagar o pato com travamentos e caídas no acesso.

1) No caso da revenda de acessos, os servidores de cardsharing que tem esta pratica acabam por vender muito mais acessos a um servidor do que este suporta, o resultado é que a qualidade do acesso aos canais para todos os usuários será muito baixa.

2) Com o servidor de redirecionamento o resultado pode ser ruim mas também pode ser bom, depende se as chaves vem através de um servidor exclusivamente de chaves ou se vem de um servidor de cardsharing. Meses antes de fechar as portas a Azbox confessou que utiliza um servidor de redirecionamento que fica instalado, pasmem, no Canadá.

Muitos servidores de IKS e SKS atuais são na realidade servidores de redirecionamento.

No início do cardsharing os servidores não havia tanta firula, o mesmo servidor que abria as chaves era o que aceitava o acesso dos clientes e, com raras excessões, havia alguma troca de chaves entre servidores de cardsharing diferentes.


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