Qual prejuízo financeiro que a pirataria causa para a tv por assinatura?

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Publiquei nesta última noite uma matéria falando sobre os prejuízos superfaturados que as operadoras alegam sobre a pirataria da tv por assinatura no Brasil e já recebi hoje de manhã uma enxurrada de e-mails reclamando, falando bem, falando mal e por aí vai.

A matéria é Operadoras mentem para governo comprar briga contra pirataria da tv por assinatura

De todas as opiniões que recebi, vou comentar uma aqui que veio de uma revenda Oi TV, e sei que a pessoa lê bastante o GPS.Pezquiza.com, e também entendo que a situação destes revendedores é complicada pois se querem trabalhar somente na legalidade, o que está certo, claro, mas tem que enfrentar a forte concorrência da pirataria da tv por assinatura no Brasil, ainda mais agora que vivemos em um momento delicado da nossa economia.

Vamos ao argumento do e-mail que recebi e meus comentários sobre estes argumentos:

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Então você acha que o prejuízo por ponto é menor que 10 reais? Não seja contraditório, se você disse que os impostos são de 70% sobre o decodificador, então numa simples venda esse prejuízo já seria de R$400 por ponto…

Resposta: sim, eu tenho certeza de que o prejuízo mensal, atente bem para a palavra MENSAL, das operadoras de tv por assinatura, conforme falei na matéria, é de no máximo 10 reais mensais, se muito. Isto por que não há a quantidade de pontos de tv pirata no Brasil sendo utilizados com receptores de satélite contrabandeados da China e Paraguai.

Como eu sei disto? Simples, as próprias operadoras de tv por assinatura estão brigando entre si por conta do que eles chamam de pirataria branca no Brasil. São os pontos extras de tv por assinatura e também pontos extras de tv pré paga que se tornaram febre no Brasil, divididos entre grupos de amigos que moram em casas diferentes mas que estão no nome de um mesmo assinante para poder pagar no máximo R$ 50 por pacote completo.

Todos sabem disto e todos acabam se calando na hora de combater esta prática que as próprias operadoras admitem ser uma forma de pirataria da tv por assinatura.

A própria Oi TV, a qual o Sr. revende, sabe que muitos dos usuários Oi TV Livre a usam para a pirataria branca, no entanto, não combate a prática, o que seria simples, basta cortar os pontos extras no Oi TV Livre.

Estes pontos extras oficiais das operadoras da tv por assinatura somam milhões de decodificadores instalados.

Vai cortar???

Mas não é só a pirataria branca praticada pelas operadoras e que deu até bate boca entre a diretoria destas operadoras no último encontro da ABTA a metodologia usada por algumas operadoras para burlar e tirar uma grana extra sem precisar pagar a parte das distribuidoras de conteúdo, ou, leia-se melhor, canais da tv paga.

Em encontro do mercado de tv por assinatura que aconteceu no Chile recentemente, para discutir a tv por assinatura na América Latina, que eu até comentei aqui na matéria Pirataria da TV Paga dá prejuízo de US$ 3,2 bilhões no último ano na América Latina, em que foram mostrados números bem menores para toda a América Latina do que os números apresentados pelas operadoras brasileiras para o mercado brasileiro, olha aí a contradição, também se falou de uma outra prática, sem citar nomes: há operadoras na América Latina que mentem o número de assinantes para menor para não pagar os valores por assinante devidos às distribuidoras de conteúdo, estes pontos não declarados também são estimados e contados como pontos de tv pirata.

Isto não sou eu quem está dizendo, são as próprias associações de operadoras de tv e alianças de combate à pirataria da tv paga que falam entre si e a mídia publica, é fato.

E tem fato muito mais grave ainda em se falando do teoricamente legalizado mercado da tv por assinatura, alguns destes fatos também discutidos recentemente no Chile, como operadoras montadas em formas juridicamente legais, com toda o modo de trabalho e instalação para o consumidor como se fosse uma operadora correta mas que distribui os canais da tv paga sem assinar contrato e pagar nem um centavo para as distribuidoras de conteúdo.

E se fosse pra continuar a fazer deste tipo de mazela eu teria que escrever um livro aqui.

Só pra resumir o simples do que falei acima e que as próprias operadoras de tv paga sabem, tem muita gente com ponto de tv por assinatura instalado por técnico de tv por assinatura com aparelho da tv por assinatura mas que na realidade são pontos de tv pirata não contabilizados.

Eu falei sobre isto por que as operadoras querem colocar na cabeça das pessoas que todo o prejuízo que elas dizem sobre a pirataria da tv por assinatura vem de receptores piratas contrabandeados e isto não é verdade.

Não há 4,5 milhões de receptores piratas contrabandeados e pirateando a tv por assinatura no Brasil, alguns milhões desta conta aí vem da pirataria branca.

Uma bela porcentagem destes receptores piratas contrabandeados está na mão de gente que não entende nada do funcionamento dele e acaba que ficam mais sem assistir a tv por assinatura pirata do que assistindo efetivamente.

Eu falei na matéria citada em prejuízo às operadoras de tv por assinatura que estes pontos de tv pirata efetivamente dão. Ora, as próprias operadoras de tv por assinatura sabem que não vendem um produto mensurável ou que possa ser subtraído.

O consumidor de tv pirata não retira da operadora de tv por assinatura algo palpável, a legislação existente atualmente não fala em subtração pois não cabe este termo na lei, ela fala em receptação, em interceptação, ou seja, é o ato em si e não o que está sendo recepcionado ou interceptado o grande problema.

Acontece que nem todos os praticam o ato condenável teriam dinheiro para pratica-lo legalmente, pagando os valores que as operadoras julgam ser o prejuízo, que é o valor do pacote de canais cheio. Pior ainda se se falar que cada ponto de tv pirata seria um assinante, é claro que não já que muitos destes pontos são pontos extras na mesma casa, assim como acontece que os pontos extras da tv por assinatura.

Desta maneira, há que se dividir o valor real do prejuízo pelo valor real valeria cada ponto com seu ponto extra, e ainda excluir desta conta uma grande parcela de pessoas que já é assinante da tv por assinatura e não migraria o seu pacote básico para o pacote completo como as operadoras de tv alegam e também excluir os que não são assinantes e que não se tornariam assinantes por não terem condições financeiras para isto, e também os que não são assinantes e que por ventura se tornariam assinantes mas que não teriam condições financeiras de pagar um pacote completo como as operadoras de tv por assinatura desejam.

Ora, onde está o prejuízo mensal de mais de R$ 90 por cada ponto de tv pirata? Ele não existe, ele se reduziu bastante.

Fosse esse prejuízo tão grande assim os pontos de tv por assinatura legais instalados pelas operadoras de tv por assinatura também estariam dando prejuízos milionários todos os meses para as operadoras, com certeza elas não estão pois além de não quererem sair do mercado de tv por assinatura no Brasil ainda estão lutando para que concorrentes internacionais não consigam entrar no mercado brasileiro.

Se você mora em um local onde é fácil se encontrar e comprar um receptor de tv pirata contrabandeado, saiba que não é assim em todo o Brasil, esta facilidade é maior em grandes centros urbanos e regiões de fronteira do Brasil, há muitas regiões onde o forte é a pirataria branca que é bem fácil das operadoras combaterem, por que não acabam com a pirataria branca?

Tem muitas regiões do Brasil onde o forte é a Banda C pois a população é mais ligada na programação regional.

Eu disse sim que muitos eletrônicos importados no Brasil tem impostos que somados chegam a 70% do valor do produto, então em um receptor pirata sendo vendido por R$ 400 entende-se que este prejuízo seria de R$ 280, mas este prejuízo não é das operadoras de tv por assinatura e muito menos está diretamente ligado às operadoras de tv por assinatura, ele é um prejuízo somente do governo brasileiro que deixa de arrecadar impostos sobre um produto importado legalmente por outro país, no caso o Paraguai, e que entra no Brasil como contrabando, o governo paraguaio está lucrando muito e feliz com este mercado, por que o governo brasileiro não usa suas boas relações diplomáticas e negocia com o Paraguai para que seja proibida a importação de receptores de satélite para o Paraguai?

Desta forma não há contradição quando eu digo em R$ 10 de prejuízo para a operadora de tv, já que ela não pode contabilizar para si o valor de venda de um receptor de satélite usado pela pirataria da tv por assinatura e muito menos pode contabilizar R$ 90 de prejuízo para cada ponto de tv pirata estimado no Brasil.

Não pode contabilizar R$ 90 pois muitos pontos são de pirataria branca, muitos pontos estão na casa de quem é assinante de tv paga, muitos pontos estão na casa de pessoas que não tem condições de assinar um bom pacote de tv por assinatura.

Aliás, quantos no Brasil tem condições de assinar um pacote realmente completo de tv por assinatura?

R$ 90 por ponto, até mesmo por ponto extra, corresponde ao pacote mais que completo oferecido pelas operadoras de tv por assinatura mais caras, pois uma casa com três pontos já estaria pagando R$ 270.

Fora os encargos nas mensalidades, os empregos gerados desde a fabricação e instalação até o atendente do call center…
Você fala em erros para combater erros, e o que seria legalizar a pirataria? O receptor pirata não é vendido legalmente porquê é contrabando, não atende as normas nacionais…

Os encargos nas mensalidades de tv por assinatura, segundo o colunista Ricardo Feltrin que foi quem divulgou toda a informação que gerou a minha matéria anterior, somariam 15%, ou seja, no valor da mensalidade da tv por assinatura o governo ficaria com 15%, ai há que se investigar mais pois eu não tenho o valor exato, até imagino que seja bem mais.

Empregos na fabricação de receptores no Brasil? O Brasil é um mero montador de peças, quando muito tem gente nas fábricas de receptores para silkar o nome da marca nos receptores de satélite e embalar os produtos. Todos sabem que eletrônicos de tecnologia mais apurada são efetivamente fabricados na China e o governo brasileiro não faz a mínima questão de incentivar que ocorra toda a cadeia produtiva da indústria de alta tecnologia aqui no Brasil.

Quanto ao instalador, só morre de fome neste mercado quem tem medo de trabalhar, quase todos os dias recebo e-mail aqui no GPS.Pezquiza.com de gente perguntando onde tem curso de instalador de parabólica. Há milhões de receptores de satélite Banda C instalados no Brasil, aí sim, mais de 7 milhões de pontos Banda C segundo dados da indústria brasileira, muitos destes ainda com TV analógica e precisando trocar por receptor digital, vai me dizer que isto não é um mercado excelente para o instalador de antenas e para as lojas de receptores de satélite homologados? Basta correr atrás, fazer a propaganda, vender e instalar.

O instalador, inclusive, ganha muito mais dinheiro instalando tv pirata, em que chega a cobrar até R$ 200 só pela “instalação e configuração” do receptor pirata, do que instalando para as operadoras de tv por assinatura. O colega tem loja de instalação de antenas, pergunta aí para o seu instalador se ele não prefere fazer um bico instalando tv pirata do que instalando para a operadora para receber R$ 30 por serviço?

É mentira?

Atendente de Call Center? Quer profissão mais explorada que esta no Brasil? Não falta emprego para quem quer ser atendente de Call Center no Brasil, manda um currículo para qualquer empresa de Call Center que você vai ser chamado para entrevista na hora e já vão te colocar em uma baia daquelas com telefone e sistema para atender os clientes… Só que você vai pirar em pouco tempo, vai ouvir o que não queria de cada cliente que for atender, vai receber pouco, vai ser controlado até para respirar… Quem aguenta?

Até parece que é só a tv por assinatura que tem Call Center no Brasil, se eu for listar para você todas as empresas que necessitam ter call center e não tem ía faltar gente pra ser atendente de call center em nosso país.

Vai tirar mercado dos produtos de conteúdo? As emissoras atualmente estão mais preocupadas em repetir e repetir os programas que passam em seu canais e passar propaganda, é desta forma que elas ganham dinheiro. Gastando pouco com a produção de conteúdo e passando muita propaganda. E se tirar a pirataria elas ganhariam mais com isto??? Claro que não, as emissoras e o mercado publicitário contabilizam os pontos piratas como espectadores da publicidade nos canais pagos e em cima disto é cobrado do anunciante o custo de propaganda em cada emissora.

Mais, as emissoras que fazem parte da tv por assinatura são na sua maioria americanas e tem em seu estoque, lá nos Estados Unidos, centenas de conteúdos já prontos e que nunca chegaram ao consumidor brasileiro, qual é mesmo a quantidade de conteúdo brasileiro que elas são obrigadas a produzir? Elas produziriam se não fossem obrigadas?

Claro que não produziriam, elas tem conteúdo sobrando.

Até mesmo as emissoras brasileiras estão mais de olho no que ganham com publicidade do que efetivamente recebem das operadoras de tv por assinatura.

Eu falei em erros para combater os erros, falei sim, falei em mentir para combater a pirataria da tv por assinatura, como se transformar uma mentira em verdade fosse o melhor caminho para acabar com a pirataria da tv por assinatura.

Eu sou a favor de legalizar a pirataria? De jeito nenhum, mas sou a favor de legalizar os receptores de satélite que atualmente são classificados como não homologados ou piratas e que se combata quem financia todas as formas de pirataria da tv por assinatura no Brasil, inclusive a pirataria branca, que também contabiliza milhões de pontos piratas no Brasil, quem sabe até mesmo a metade dos 4,5 milhões de pontos de tv pirata no país.

O brasileiro é privado de usar bons receptores de satélite no país por que há uma reserva de mercado no Brasil para os aparelhos de menor tecnologia sob a alegação de que todo aparelho receptor de satélite com maior tecnologia vai ser usado para piratear a tv por assinatura no país e isto não é verdade.

O receptor pirata não é vendido legalmente porquê é contrabando e não atende as normas nacionais? Ora, receptor de satélite não é droga, não é arma, ele pode ser usado ou não para a prática de um ato indesejável, e aí vai da consciência de cada usuário. O receptor de satélite não homologado não atende às normas nacionais? Seria muita ingenuidade da minha parte compactuar com esta afirmação não é mesmo?

Aliás, é exatamente pelo aparelho não poder ser vendido legalmente no Brasil que os fabricantes destes receptores foram baixando a qualidade do produto, já que não o órgão homologador do Brasil não tem interesse em fiscalizar a qualidade do produto em si e em liberar a venda de alguns destes receptores no Brasil.

Desta maneira os bons receptores de satélite são vendidos em outros continentes e a América do Sul fica com os produtos de segunda linha.

Se o mercado brasileiro fosse aberto para os bons receptores de satélite que se vendem na Europa, por exemplo, o governo lucraria muito recolhendo os impostos que hoje perde por punir o produto em si.

Vejam bem, estou falando no produto receptor de satélite e não no produto serviço de quebra de criptografia dos canais da tv por assinatura, que é efetivamente o que permite a pirataria da tv por assinatura, que no meu entender são produtos diferentes e que devem ser tratados de forma diferente.

Você também se engana em achar que a venda de receptores no Brasil é diferente da Europa e Estados Unidos… Ela é livre lá e aqui, desde que sejam materiais legalizados… Lembrando que a tv por assinatura não trabalha com simples receptores, e sim com decodificadores…
E ter em casa um produto contrabandeado, é sim um crime… Então que se puna o receptador também, pois sem ele não existe o mercado…

Eu não me engano em achar que a venda de receptores no Brasil é diferente da Europa e Estados, não me engano por que desde 2009 eu converso com pessoas que tem lojas tanto nos Estados Unidos e Europa, pessoas que enviam mercadorias ao Brasil desde os Estados Unidos quanto da Europa, pessoas que assim como eu gostam do assunto de receção de tv via satélite e ficam ligadas em tudo o que acontece de novo no mercado, eu sei muito bem como a coisa funciona por lá.

Na Europa só se apreende os receptores que estão modificados efetivamente para a recepção de tv pirata ou que tenham entrado no país sem pagar impostos, no entanto, os receptores podem entrar nos países pagando impostos sem nenhum problema, e nunca, eu disse nunca, vou repetir nunca, mais uma vez nunca, na casa de um usuário de tv pirata.

Sempre se combate o peixe grande e nos últimos anos este combate tem sido bastante agressivo. Derruba-se os articuladores da pirataria da tv por assinatura e desta maneira cai por terra também a pirataria na casa dos usuários do sistema.

Essa prática detestável de invadir a casa das pessoas por serem suspeitas de usarem tv pirata já foi praticada na América do Sul, mais precisamente no Uruguai e agora a Claro TV quer convencer as autoridades brasileiras a fazer o mesmo no Brasil.

Nos Estados Unidos também não é proibido ter qualquer receptor de tv via satélite desde que ele entre no país importado legalmente, ou seja, pagando os impostos necessários, que são de cerca de 6%.

Há pirataria da tv por assinatura por lá? Sim há, mas numa escala muito pequena, muito menor do que a que há no Brasil e América Latina. O mercado de tv pirata lá e tão pequeno que nem interessa para os mesmos piratas que vendem o produto aqui no Brasil.

Tanto que a maior punição já aplicada a uma empresa de receptores de satélite piratas nos Estados Unidos pela prática de pirataria da tv por assinatura em solo norte americano foi dada para uma empresa dos Estados Unidos, a SonicView, que nem por isto foi fechada pelo governo americano, muito pelo contrário, foi punida a prática da pirataria da tv por assinatura, a produção do produto receptor de satélite, enquanto não usado para a pirataria da tv por assinatura no solo americano não foi punido.

A pirataria da tv por assinatura nos Estados Unidos não é tão interessante para os usuários americanos por que mensalidade de um excelente pacote de tv por assinatura por lá custa em média 3% do salário mínimo. No Brasil este valor é em média de 30% do salário mínimo.

Não quero dizer com isto que a pirataria da tv por assinatura não é um erro, nada disso, a verdade é que é um erro que causa prejuízos sim, mas estes prejuízos não são tão grandes quanto os prejudicados querem dar a entender e muito menos são causados apenas por receptores contrabandeados.

Desta forma é estranho que se aceite como verdade a declaração de valores que não são nem de longe aqueles que realmente aconteceriam se a pirataria da tv paga acabasse de vez.

Mas o Brasil continua com a sua prática insana de escolher um só culpado atrás do qual todos os outros culpados podem se esconder e posar de inocentes.

O excesso de impostos, o excesso de burocracia, a reserva de mercado, o atraso tecnológico, a corrupção, os valores superfaturados cobrados pelo mercado, os malabarismos contábeis, as práticas abusivas, os impostos em cascata, as práticas erradas que ocorrem nas próprias empresas que se dizem prejudicas, a cultura brasileira de se dar bem em tudo são apenas alguns dos males que tornam a prática da pirataria da tv por assinatura no Brasil difícil de ser combatida.

Uma última coisa que se deve atentar é que, quando as empresas declaram que estão tendo prejuízos ou que o seu balanço está negativo, como as operadoras de tv por assinatura, na realidade de alguma maneira os donos destas empresas já foram remunerados pelo seu investimento e este prejuízo significa que a empresa em si não pode crescer, não teve sobras.

Não se deixem enganar achando que o investidor prioritário que colocou o seu dinheiro naquela empresa não está sendo bem remunerado pelos seus investimentos.

Sofre com dificuldades financeiras quem, como o nosso colega que enviou o e-mail defendendo o valor superfaturado declarado pelas operadoras e que é dono de uma revenda de tv por assinatura honesta, tenta sobreviver somente com a venda de tv por assinatura, acaba faturando pouco e ainda tem que pagar um caminhão de impostos e não tem incentivo nenhum como retorno pelos impostos pagos.

O que nós queremos é que na tv por assinatura e em tudo mais no Brasil, as coisas sejam 100% honestas, até no que se divulga, sem necessidade de exageros para se fazer coitado de prejudicado além da conta.