Pirataria força os preços do Netflix para baixo

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Se o dólar subiu o que deveria acontecer com os preços do Netflix no Brasil para que não haja uma grande desvalorização do serviço em relação os preço cobrado nos Estados Unidos?

Deveria subir, é claro, já que o Netflix tema prática de alinhar os valores de assinatura nos países em que atua, certo?

Deveria ser assim, no entanto, o diretor financeiro do Netflix declarou nesta semana que os valores de assinatura do Netflix estão sendo regidos pela… pirataria.

Isto mesmo, e olha que não é bem da maneira que você deve estar imaginando: se a pirataria dá prejuízo em determinados países o Netflix aumenta o preço para tentar equilibrar este prejuízo.

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Não é nada disto, o que o Netflix está fazendo é baixar os preços de assinatura naqueles países em que há muita pirataria dos conteúdos que ele oferece para conseguir competir com os serviços de compartilhamento de arquivos que oferecem os conteúdos piratas.

E um dos países que mais pirateiam o conteúdo oferecido pelo Netflix, inclusive o conteúdo original, é o Brasil.

O Brasil foi o país que mais pirateou a série original do Netflix, Demolidor, e todos os episódios podem ser baixados pelos fãs de séries, que com esta ânsia pela pirataria não contribuem em nada com os caixas do Netflix.

A assinatura de valor mais baixo do Netflix, que deveria ter sido reajustada para R$ 24,00 aqui no Brasil, permanece em R$ 17,90.

Um outro país em que a pirataria de conteúdos digitais está enraizada na cultura da população e no qual o Netflix está chegando em breve, é a Espanha.

Os espanhois estão ansiosos pela chegada do Netflix no país, e com a notícia de que a pirataria é quem rege o preço do serviço, eles já estão vibrando de alegria pois tem certeza que por lá, também, o preço deverá ser menor que o cobrado nos Estados Unidos, se o Netflix quiser sobreviver no país.


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