É desse jeitinho que a pirataria ajuda a indústria do cinema e da música:

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Todo mundo já conhece a choradeira dos estúdios de cinema e das gravadoras de música sobre como a pirataria causa um enorme prejuízo financeiro anualmente pois eles deixam de vender ingressos, discos e arquivos digitais com as obras que são pirateadas e blá blá blá blá blá bla…

Até aí nenhuma novidade.

Mas o que ninguém esperava é que estas mesmas indústrias que choram as mágoas por causa da pirataria crescente também fosse arrumar uma maneira de se beneficiar com as informações geradas pelas redes de compartilhamento de arquivos.

A tendência começou com o Netflix que já escancarou publicamente que se baseia nos dados da pirataria através das redes de torrents para saber quais sãos os conteúdos mais compartilhados pelas pessoas e então incluir estes conteúdos em seu catálogo sempre que possível.

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A estratégia do Netflix de oferecer o que faz sucesso na pirataria de conteúdo de entretenimento já se mostrou muito mais que acertada pois o Netflix só cresce em número de assinantes.

Agora as indústrias do cinema e da música resolveram contratar uma empresa especializada em analisar os dados de compartilhamento de arquivos vindos das redes de compartilhamento de arquivos piratas, a Tru Optik, empresa que defende a tese que de nada adianta tomar ações judiciais contra quem compartilha arquivos piratas, mas que é possível se beneficiar das informações geradas a partir destes compartilhamentos.

E é atrás destes benefícios que estão os produtores de conteúdo em vídeo e áudio.

Entre os dados revelados pela Tru Optik estão que no ano passado foram compartilhados 18 bilhões de arquivos, entre estes a metade continham filmes e séries de sucesso na televisão, e destas séries a mais compartilhada foi Game of Thrones.

O país que mais pirateou estes conteúdos foi Estados Unidos seguido de perto pelo Brasil e pelo Reino Unido.

É com informações deste tipo que a Tru Optik quer ajudar os produtores de conteúdo a entender quais são os tipos de conteúdo em que devem investir e quais são os tipos de distribuição deste conteúdo nos quais os consumidores estão mais propensos a entregar dinheiro para assistir estes conteúdos.

Este tipo de estratégia já foi adotado com sucesso na Noruega, resta saber se os cidadãos dos Estados Unidos, Brasil e Reino Unido e diversos outros países onde a pirataria ainda é uma forte tendência, também estarão dispostos a pagar pelos conteúdos conforme as informações levantadas pela Tru Optik para a indústria do entretenimento.


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