A Moeda Digital Chinesa é um assunto muito mais sério que você possa imaginar

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O assunto moeda digital chinesa, e-RMB, aqui no Brasil está sendo chamada de e-Yuan; é de uma relevância extremamente grande para que se deixe passar sem a devida atenção. Infelizmente a mídia e a internet brasileira tem abordado este avanço que está sendo feito pelo governo chinês, de forma infantil. Após ser questionado por um seguidor, na minha última Live, se eu não faria um vídeo ou Live sobre o assunto, resolvi olhar com mais atenção para a moeda digital chinesa e lhe apresonto, abaixo, um material muito importante para se começar a entender as intenções do Partido Comunista Chinês com esta moeda. Além da matéria, amanhã à note (11/05), irei detalher melhor os pontos aqui expostos e gostaria de contar com a sua presença no canal GPSPezquizaOficial.

As informações que você lê a seguir tem como fonte publicações internacionais, inclusive de instituições chinesas especializadas no assunto.

Enquanto o mundo está no meio de luta para sair do bichinho 10+9, a China deu outro grande golpe ao informando o mundo sobre sua moeda digital (e-RMB). Com a sua introdução, a China se tornou a primeira nação no mundo a implementar um banco central totalmente voltado a uma moeda digital.

A China começou os ensaios com o uso da moeda digital em várias de suas cidades, incluindo:

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Shenzhen, com população de 12,6 milhões e PIB de 640 bilhões de dólares. A cidade é uma Zona Ecônomica Especial, o que lhe garante direitos de praticar políticas do capitalismo de mercado, com isto a produção econômica de Shenzhen a tornou a terceira maior das cidades chinesas, atrás apenas de Xangai e Pequim ,

Suzhou, com 10,7 milhões de habitantes e PIB de 281 bilhões de dólares. A economia de Suzhou é baseada principalmente em seu grande setor manufatureiro – o segundo maior da China – incluindo ferro e aço, equipamentos de informática e eletrônicos e produtos têxteis. O setor de serviços da cidade é notavelmente bem desenvolvido, principalmente devido ao turismo; e

Chengdu, com 14,4 milhões de habitantes e PIB de 240 bilhões de dólares, um dos mais importantes centros econômicos, financeiros, comerciais, culturais, de transporte e comunicação do oeste da China. Sua economia é diversa, caracterizada pelas indústrias de máquinas, automóveis, medicamentos, alimentos e tecnologia da informação;

Além destas, também uma nova área ao sul de Pequim e áreas que irão
sediar alguns dos eventos para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

A moeda será usado para pagar o transporte em Suzhou mas em Xiong´an a experiência será principalmente focada no pagamento de alimentação e varejo. Também foi dito que empresas americanas como as redes McDonald’s e Subway irão testar a moeda digital chinesa em breve e isso pode ser um grande golpe para os EUA.

Ultimamente os EUA e a China estão em desacordo, primeiro por causa da guerra comercial e depois por causa da pandemia de vírus.

Há décadas os governos da China, Rússia e muitos outros estavam tentando criar um sistema alternativo de moeda de reserva, por causa da supremacia do dólar nas transações comerciais em todo o mundo. O dólar reina supremo na economia global, quase 90% das transações internacionais em 2019 foram feitas em dólares e cerca de 60% de todas as reservas cambiais no mundo estão nos EUA, em comparação, o Yuan chinês compõe apenas 2% das transações e reservas mundiais, sendo usado apenas em alguns países asiáticos e em algumas poucas transações comerciais como a compra do petróleo do Irã.

O resto do mundo é dependente dos Estados Unidos.

Os países precisam ter reservas em dólares para exportarem para os Estados Unidos, é o caso da China, a maioria dos dólares contidos na reserva cambial da China são adquiridos através das exportações feitas pelo país para os EUA. As empresas chinesas levam esses dólares que recebem em pagamentos e os trocam com o Banco Central da China pelo Yuan chinês para pagar aos seus trabalhadores. O Banco Central mantém esses dólares em reserva.

Em março deste ano, estimava-se que a China teria, em reservas equivalentes à dólares americanos, algo aproximadamente em 3 trilhões de dólares.

Com a crescente cultura de abandono do papel moeda pelo uso das moedas digitais em todo o mundo, principalmente na Ásia, que concentra a maior infraestrutura e uso de moedas digitais, tanto institucionais quanto independentes; a China viu a oportunidade de mudar o cenário dos pagamentos pelas transações comerciais internacionais e reservas cambiais.

Desde 2014, o planejamento estratégico do Partido Comunista Chinês prevê, como um dos seus principais objetivos, avançar em tecnologia de moeda digital.

Desde então, o Banco Popular da China tem trabalhado na moeda digital. A China adotou formalmente a sua moeda digital, o e-RMB, no
seu sistema monetário.

Em algumas cidade os funcionários do governo e funcionários públicos irão receber seus salários nesta moeda digital a partir deste mês de maio.

Os chineses estão acostumados a usar meios de pagamento digital ao fazerem suas compras, bem já faz parte do hábito de toda a população o uso do sistema Alipay, do Alibaba, um sistema de pagamento e recebimento totalmente através dos smartphones. Estima-se que em 2019, 890 milhões de usuários únicos utilizaram o Alipay, transacionando cerca de 20 trilhões de dólares em pagamentos.

O movimento do governo chinês rumo ao pagamento digital será, potencialmente, uma grande concorrênciaia para o atual sistema de pagamentos do Alipay.

Com a introdução da moeda digital, o governo chinês pode monitorar e manipular facilmente os seus gastos.

Também será capaz de rastrear toda a circulação de dinheiro, tornando praticamente impossível a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal; e no futuro, a China não dependerá do sistema financeiro dos EUA.

Por exemplo, um importador estrangeiro e um exportador chinês poderão mutuamente integrar seus computadores na rede Blockchain da moeda digital chinesa, para transacionar usando o e-RMB em um espécie de caixa-forte digital em que a nenhuma das partes será possível fraudar a transação financeira com a outra.

Se os bens tiverem a entrega confirmada os fundos serão liberados para o exportador, caso contrário, eles serão devolvidos ao importador à taxa de câmbio em seu local de origem.

Este sistema descentralizado poderá deixar que empresas estrangeiras façam acordos comerciais sem a exigência do uso de dólares para se protegerem do risco das taxas de câmbio; isso se tornaria um grande problema para os EUA.

Se os negociantes internacionais puderem ignorar os sistemas de segurança dos grandes bancos americanos, Washington irá perder
seu poder único de impor sanções aos outros países.

Se não houver mais os riscos das taxas de câmbio, os bancos centrais estrangeiros não mais necessitarão manter reservas de dólar para garantir as suas próprias moedas.

Desta perspectiva, no momento, a digitalização das moedas seria o mais importante fator de sucesso para a economia.

Pelo pioneirosmo a China está ganhando a batalha por uma longa distância e se os Estados Unidos não acordarem logo para a situação, eles irão perder a guerra.

Países como a Rússia e a Índia também precisam despertar para o tema com maior atenção pois a implementação da moeda digital chinesa pode ser um grande ponto de virada no sistema financeiro internacional.

O governo chinês, de acordo com o seu cronograma, já está pronto para propor toda esta evolução em seu sistema financeiro digital a partir do segundo semestre de 2021.

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