GLOBONEWS MANCHA A IMAGEM DE ROBERTO MARINHO E DÁ VEXAME EM REDE NACIONAL ATRAVÉS DA JORNALISTA MIRIAM LEITÃO

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A GloboNews protagonizou na data de ontem o episódio mais vergonhoso que um profissional do jornalismo já protagonizou em toda a história das organizações Globo e da televisão brasileira, desabonar as ações e as publicações do fundador da empresa, até então tido como um nome sagrado para aquela emissora, manchando de forma permanente a imagem daquela que é provavelmente a pessoa mais influente que já existiu na história da televisão brasileira, o Sr. Roberto Marinho.

Esta matéria não é de qualquer maneira propaganda política e sim um ponto de atenção para que os telespectadores se atentem ao fato de que as organizações Globo continuam a tratar a sua audiência como pessoas incapazes de raciocínio lógico, indo além dos limites da honra e da decência a fim de tentar impor uma realidade que a própria emissora e seus profissionais sabem que não é verdadeira.

O episódio ocorreu, mais uma vez, em uma sabatina do candidato à presidência da república, o militar capitão da reserva Jair Bolsonaro, declaradamente de viés conservador e de direita. Assim como ocorreu no programa Roda Viva, em que a TV Cultura preencheu a bancada somente com jornalistas de esquerda, tendo como participantes um comunista declarado e um ex-guerrilheiro revolucionário, a Globo trouxe para esta sabatina somente jornalistas de viés esquerdista, também tendo uma jornalista sabidamente comunista a mediar o debate, a jornalista Mirian Leitão.

Não cabe aqui comentar todo a sabatina feita ao candidato, apenas o momento que gerou a morte definitiva da decência (se é que ela um dia existiu), dentro das organizações Globo.

Questionado mais uma vez sobre o que os governos de esquerda do Brasil chamam de Golpe de 64 e Ditadura Militar, período em que os conservadores do Brasil chamam de regime militar ou intervenção militar a pedido da população, tentando colocar na conta do candidato os fatos sombrios que ocorreram na época contra os revolucionários, o Sr. Jair Bolsonaro teceu suas considerações de sempre e pediu licença aos presentes para homenagear o fundador das organizações Globo, até aquele momento figura intocável na emissora, o candidato então citou de memória uma nota publicada na capa do jornal O Globo que data em 1984 e que foi redigida e assinada pelo Sr. Roberto Irineu Marinho:

O candidato citou apenas um trecho da nota, intitulada pelo Sr. Roberto Marinho como Julgamento da Revolução, é uma nota bastante extensa à qual vou colocar na íntegra ao final desta matéria para aqueles que a desejarem ler. A citada nota, no entanto, reverbera outra nota que o mesmo Sr. havia escrito em 1964 e que tem trecho parecido com o citado pelo Sr. Jair Bolsonaro na sabatina de ontem da Globo, é importante se atentar a isto, já que os 20 anos de história entre 1964 e 1984 não mudaram a opinião do Sr. Roberto Marinho, fato este que as organizações Globo não aceitam e muito menos respeitam.

Coloco abaixo a nota de 1964 e vou negritar nela e na de 1984 a parte citada pelo candidato:

Título: Ressurge a Democracia!

Vive a nação dias gloriosos! Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatia ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem.

Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrasta-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Poderemos, desde hoje, encontrar o futuro confiantemente certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos.

Atendendo aos anseios nacionais de paz, tranquilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado, pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Mais uma vez o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

Os jornalistas presentes à sabatina engoliram seco e ficaram visivelmente constrangidos por não puderem refutar as palavras do fundador da emissora.

Ao final da sabatina a jornalista Miriam Leitão, por mando dos dirigentes da emissora na atualidade, foi obrigada a recitar uma nota da empresa desabonando as palavras do Sr. Roberto Marinho na nota publicada no jornal O Globo em 1964 e reafirmando outro fato vergonhoso das organizações Globo, que cuspiu da memória do seu fundador em 2013 ao emitir uma nota no mesmo jornal O Globo afirmando que o Sr. Roberto Marinho errou ao apoiar o atualmente nomeado Golpe de 64.

A nota dita de modo engasgado e vergonhoso pela jornalista foi a seguinte (há diversos vídeos no Youtube mostrando a jornalista falando tal nota, procure se quiser assistir):

Em relação às declarações do candidato Jair Bolsonaro sobre O Globo em 1964, o grupo Globo emitiu a seguinte nota, abre aspas, o candidato Jair Bolsonaro disse a pouco que o Roberto Marinho, em editorial, de 1984, afirmou que participava do que chamava de revolução de 64, identificado com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, É FATO, como todos os grandes jornais à época com exceção da Última Hora. O Globo apoio editorialmente o golpe com o objetivo reiterado de Roberto Marinho 20 anos depois, o candidato Bolsonaro esqueceu-se porém de dizer que em 30 de agosto de 2013 O Globo publicou um editorial em que reconheceu que o apoio ao golpe de 64 foi um erro, nelo O JORNAL DISSE não ter dúvidas de que o apoio pareceu aos que dirigiam o jornal na época e viveram aquele momento, a atitude certa, visando ao bem do país, e finaliza com estas palavras o editorial, abre aspas: à luz da história, contudo, não há porquê não reconhecer hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais, no periodo que decorreram desse desacerto original, a democracia é um valor absoluto e corre risco, e ela só pode ser salva por si mesma. Fecha aspas.

Vale lembrar que o fundador da Globo, Sr. Roberto Irineu Marinho, morreu em 2003 e nunca emitiu de punho próprio ou deu declaração documentada se retratando por nenhum ato daquele episódio. É de se destacar também que a emissora Globo recebeu sua concessão em 1965 – portanto sob a adminstração dos militares no país – bem como muitos dos hoje grandes grupos de mídia jornalística brasileira só tiveram condições de surgir após o episódio de 1964 pois os governos anteriores não lhes deram a nenhuma condição para tal.

Em sua nota de 1984. Julgamento da Revolução, o jornalista, é bom citar novamente, jornalista de formação Roberto Marinho, narra os acontecimentos decorridos nos vinte anos de golpe/regime militar no Brasil e continua a tecer elogios às ações e aos fatos, inclusive econômicos, que impulsionaram o crescimento brasileiro.

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Vamos então à nota emitida às pressas pela Rede Globo, em que a emissora reconhece que seu fundador, jornalista e com visão jornalística, realmente apoio reiteradamente os acontecimentos de duas décadas entre 1964 e 1984, mas que os dirigentes das organizações Globo em 2013, uma década após o falecimento do Sr. Roberto Marinho, emitiram nota em que se envergonham daquele apoio, bem como da narrativa histórica feita pelo jornalista fundador da emissora, e mais ainda, a emissora admite que errou – e portanto erra – reiteradamente, ao longo da história do país.

É um lixo editorial, é uma vergonha para o Brasil, é o que há de mais baixo a que uma empresa do porte das organizações Globo pode chegar, uma empresa que apoio a derrubada de dois presidentes, sendo que na última ocasião a pessoa deposta, Sra. Dilma Rousseff, nomeou o ato de Golpe contra a democracia brasileira, fato ontem admitido de forma indireta por essa baixeza de caráter emitida pelas organizações Globo.

E cito o fato acima para lembrar apenas um de tantos atos em que a Globo tem influenciado parcela significativa da população brasileira a tomar ações que a posterior podem se mostrar extremamente equivocadas para a democracia brasileira e que a emissora vai se redimir soltando notinha de “eu errei” cinco ou seis décadas depois.

Apesar da baixíssima qualidade do sistema educacional brasileiro, afundado com a ajuda da Rede Globo, mestre em perpetuar ideias erradas como se boas fossem e atacar boas ações para o ensino como se opressoras fossem, ainda acredito que a população brasileira tem capacidade de perceber este tipo de baixeza de caráter e não vai engolir essa lavagem jogada pela Globo para o povo comer, não é admissível isso.

Se você ainda acredita em qualquer coisa publicada pela Rede Globo, me desculpe, a sua inteligência não tem mais salvação.

Conheça a íntegra da nota escrita pelo jornalista Roberto Marinho para o seu jornal O Globo, publicada em 1984 e desabonada pelas organizações Globo em 2013:

”Julgamento da Revolução

Roberto Marinho

Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das lnstituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes e nossa posição.Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.

Temos permanecidos fiéis aos seus objetivos, embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, “por exigência inelutável do povo brasileiro”. Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários.

O Globo, desde a Aliança Liberal, quando lutou contra os vícios políticos da Primeira República, vem pugnando por uma autêntica democracia, e progresso econômico e social do País. Em 1964, teria de unir-se aos companheiros jornalistas de jornadas anteriores, aos ‘tenentes e bacharéis’ que se mantinham coerentes com as tradições e os ideais de 1930, aos expedicionários da FEB que ocupavam a Chefia das Forças Armadas, aos quais sob a pressão de grandes marchas populares, mudando o curso de nossa história.

Acompanhamos esse esforço de renovação em todas as suas fases. No período de ordenação de nossa economia, que se encerrou em 1977. Nos meses dramáticos de 1968 em que a intensificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5. Na expansão econômica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10 %. Assinale-se que, naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decrescera de 96 % para 12,6 % ao ano, elevando-se as exportações anuais de 1 bilhão e 300 mil dólares para mais de 12 bilhões de dólares. Na era do impacto da crise mundial do petróleo desencadeada em 1973 e repetida em 1979, a que se seguiram aumentos vertiginosos nas taxas de juros, impondo-nos , uma sucessão de sacrifícios para superar a nossa dependência externa de energia, a deterioração dos preços dos nossos produtos de exportação e a desorganização do sistema financeiro internacional. Essa conjunção de fatores que violaram a administração de nossas contas externas obrigou- nos a desvalorizações cambiais de emergência que teriam fatalmente de resultar na exacerbação do processo inflacionário. Nas respostas que a sociedade e o governo brasileiros deram a esses desafios, conseguindo no segundo decênio revolucionário que agora se completa, apesar das dificuldades, reduzir de 80 % para menos de 40% a dependência ex- terna na importação de energia, elevando a produção de petróleo de 175 mil para 500 mil barris diários e a de álcool, de 680 milhões para 8 bilhões de litros; e simultaneamente aumentar a fabricação industrial em 85%, expandir a área plantada para produção de alimentos com 20 milhões de hectares a mais, criar 13 milhões de novos empregos, assegurar a presença de mais de 10 milhões de estudantes nos bancos escolares, ampliar a população economicamente ativa de 29 milhões para 45 milhões, 797 mil, elevando as exportações anuais de 12 bilhões para 22 bilhões de dólares.

Volvendo os olhos para as realizações nacionais dos últimos vinte anos, há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964, éramos a quadragésima nona economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e uma renda per capita de 900 dólares; somos hoje a oitava, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2.500 dólares.

O Presidente Castello Branco, em seu discurso e posse, anunciou que a Revolução visava? à arrancada para o desenvolvimento econômico, pela elevação moral e política”. Dessa maneira, acima do progresso material, delineava-se o objetivo supremo da preservação dos princípios éticos e do restabelecimento do estado de direito. Em 24 de junho de 1978, o Presidente Geisel anunciou o fim dos atos de exceção, abrangendo o AI-5, o Decreto-Lei 477 e demais Atos Institucionais. Com isso, restauravam-se as garantias da magistratura e o instituto do habeas-corpus. Cessava a competência do Presidente para decretar o fechamento do Congresso e a intervenção nos Estados, fora das determinações constitucionais. Perdia o Executivo as atribuições de suspender os direitos políticos, cassar mandatos, demitir funcionários e reformar militares. Extinguiam-se as atividades da C.G.1 (Comissão Geral de Inquéritos) e o confisco sumário de bens. Desapareciam da legislação o banimento, a pena de morte, a prisão perpétua e a inelegibilidade perene dos cassados. Findava-se o período discricionário, significando que os anseios de liberalização que Castello Branco e Costa e Silva manifestaram em diversas ocasiões e que Médici vislumbrou em seu primeiro pronunciamento finalmente se concretizavam.

Enquanto vários líderes oposicionistas pretenderam considerar aquelas medidas fundamentais como ‘meros paliativos”, o então Deputado Tancredo Neves, líder do MDB na Câmara Federal, reconheceu que a determinação governamental ?foi além do esperado”.

Ao assumir o Governo, o Presidente Flgueiredo jurou dar continuidade ao processo de redemocratização. A concessão da anistia ampla e irrestrita, as eleições diretas para Governadores dos Estados, a colaboração federal com os novos Governos oposicionistas na defesa dos interesses maiores da coletividade, são demonstrações de que o presidente não falou em vão.

Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, que um regime de força, consolidado há mais de dez anos, se tenha utilizado do seu próprio arbítrio para se auto-limitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa. É esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolução de 1964

Neste momento em que se desenvolve o processo da sucessão presidencial, exige-se coerência de todos os que têm a missão de preservar as conquistas econômicas e políticas dos últimos decênios.

O caminho para o aperfeiçoamento das instituições é reto. Não admite desvios aéticos, nem afastamento do povo.

Adotar outros rumos ou retroceder para atender a meras conveniências de facções ou assegurar a manutenção de privilégios seria trair a Revolução no seu ato final”.