GLOBO SUBSTITUIRÁ VÍDEO SHOW POR PROGRAMA DE GÊNERO NEUTRO

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Furou o tanque de combustível que mantinha a nave espacial do mundo Globo muito acima do mundo real do povo brasileiro.

Pra piorar o tanque reserva era bem menor que o que emissora acreditava e está cheio de combustível adulterado.

O mundo da Vênus platinada Globo está caindo, rapidamente, e os artistas da emissora, seres superiores que ditavam as regras sociais vigentes no Brasil, acostumados ao tratamento reservado a semideuses do Olimpo, estão desembarcando a fórceps no Brasil de verdade.

Pode parecer um movimento natural, mas é muito significativo o fim do programa Vídeo Show, um clássico da Globo, anunciado na mesma semana em que o rei das tardes de domingo foi obrigado a desdizer aquilo o que ele afirma que nem disse.

Tudo isto para tentar convencer alguns postos de combustível a encher novamente o tanque da Globo, sem levar em consideração o grande furo que está vazando o recurso precioso para a sobrevivência dela.

Vamos deixar de metáfora, que já causou tanta confusão na primeira semana de 2019, e vamos logo aos pontos que (desculpem a palavra, mas é a que melhor expressa a situação da emissora no momento) está f**endo com a vida da Globo rapidamente.

O cenário é bem mais complicado do que a emissora poderia prever quando tentou, vexaminosamente, evitar a eleição de uma força política conservadora à presidência do Brasil.

Sonhando com a conquista do seu objetivo, mas se precavendo de um infortúnio certeiro, a Globo já estava cortando o máximo de custos possível, tendo chegado, inclusive, a renegociar contratos com seus nomes “imechíveis”, como o caso de Galvão Bueno, que de 1,5 milhão mensal, renovou contrato para passar a receber um terço deste valor, ou seja, 500 mil reais mensais.

Parecia que a coisa estava se encaminhando, era só fazer o choque de gestão, se adequar à perda certa de faturamento que virá com o corte radical de verbas publicitárias governamentais (aquelas que mantinham o tanque principal da nave Global, cheio), e preparar o departamento jurídico da emissora para renegociar as dívidas, inclusive os débitos que a mesma tem com a administração pública e que vem arrastando com a barriga há muito tempo.

Fazendo o dever de casa a Globo já previa que o faturamento, bem mais minguado, vindo das verbas publicitárias de empresas privadas e da venda de seus produtos para o mercado internacional e em suas plataformas online para os brasileiros, manteria o novo e reestruturado esquema de produção da emissora em funcionamento… mas no meio do caminho tinha uma pedra.

2019 começou com alguns desgostos para os planos da Globo, algumas empresas privadas, também chamadas de anunciantes, que compravam cotas milionárias de programas clássicos da Globo, como o BBB, perceberam que o investimento, pelo valor exigido pela Globo, não vale mais a pena e desistiram completamente de participar dos projetos grandiosos da emissora para 2019. Entrou água no tanque reserva da Globo.

Fechar cotas de patrocínio que ninguém queria comprar ainda parecia um projeto possível, afinal, na vida real daquilo o que chamamos de mercado, as empresas são obrigadas a vender o seu produto para sobreviver e quando não conseguem, lançam mão da negociação, correndo atrás dos clientes e ofertando maiores vantagens. Sim, vantagens, afinal, estamos falando da Globo, a emissora dos “100 milhões de uns” que estava tão convencida do seu poder sobre o povo brasileiro, que já sob fogo pesado da opinião pública, no final de 2017, lançou uma série de vídeos para uma campanha de auto promoção intitulada “Somo 100 milhões de Uns”, que entre outras afirmações, dizia: uns dizem gostar da gente, outros dizem que não; dando a entender que mesmo aquela parcela do público que dizia não assistir, nem respeitar a Globo, na verdade continuava a ser influenciada pela emissora.

A soberba declarada na campanha “Somos 100 Milhões de Uns” não demorou muito a ruir, bastou o desenrolar do ano de 2018 para que aquela pequena parcela de uns que “dizia não gostar” da Globo, provasse, não à emissora, mas ao mercado publicitário e aos anunciantes que injetam dinheiro nesse mercado, que hoje é tão imprescindível à Globo, que além de não gostar também conseguem fazer um belo estrago na imagem da emissora.

Mas até a “GLOBO” descobriu que aquela conversa lacradora que ela inventou em 2017 era só conversa fiada.

A realidade atual é que a audiência e o potencial de influência positiva da Globo para beneficiar o faturamento das empresas que nela colocam verbas publicitárias, caiu bastante ao longo de 2018 e despencou de vez no início de 2019.

Esta é uma realidade que, com as ferramentas de analises de dados existentes é impossível de a emissora esconder de seus anunciantes.

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A lógica do incêndio provocado pela fogueira do inferno astral da Globo é bem simples: empresa privada, para sobreviver, sem previsão de se beneficiar de subsídios ou enxertos de recursos públicos, precisa faturar, competindo e mantendo clientes, seja de que ideologia for.

O segredo atual do mercado brasileiro é o seguinte: quem é de ideologia conservadora está mais alerta quanto a não comprar produtos anunciados em programas com pautas que considera desconfortáveis como a ideologia de gênero e suas intermináveis mutações narrativas e tantas outras, e como a recente campanha feminista de não se depilar, que ataca diretamente os interesses dos anunciantes de produtos de beleza na emissora. Este tipo de jogo contra o interesse de mercados que anunciam nos produtos Globo, nos tempos em que a emissora se mantinha uma unanimidade, era mais suportado pelos anunciantes.

Essa parcela conversadora de espectadores de televisão vem se “empoderando” e se avolumando a cada dia mais, arrebatada pela crescente onda conservadora, não só no Brasil, mas em muitos países do mundo ocidental que também pressionam o faturamento das megacorporações que compram espaço publicitário na Globo.

Por outro lado, uma menor parcela do público que aceita e até mesmo impulsiona as pautas que a parcela anterior considera desconfortáveis, se mantém fiel em audiência para a emissora, mesmo naqueles programas consideramos, digamos, de “gênero neutro”, onde não há um favorecimento explícito a ideias avançadinhas que tanto desagradam à primeira parcela. Esses programas de gênero neutro, como os filmes água com açúcar da Sessão da Tarde, a emissora acredita, podem manter e até mesmo recuperar, a audiência conservadora que vem abandonando a Globo aos milhões nos últimos meses.

Mesmo querendo manter a pose de dona da bola, a alta administração da Globo já entendeu que errou ao permitir, incentivar, selecionar e até mesmo obrigar que seus artistas abraçassem, e continuassem a abraçar, ideias que soam ofensivas à maioria das famílias brasileiras, mas que são de interesse instituições políticas que brigam pela hegemonia mundial, quebrando a soberania e o orgulho de nações que até então aceitavam o comando desses grupos.

Dependente agora que está da competir em pé de igualdade com outras mídias, um fator inédito para a emissora que, ao longo das últimas décadas se protegeu contra esta competição, apoiada, tanto no dinheiro público, quanto em um bem engendrado sistema de parcerias para convencer parcela considerável da população brasileira de que a emissora representava os desejos e ansiedades do nosso povo; a Globo precisa adequar a sua grade de programação com conteúdo que não passe para os produtos que anunciam na emissora a má fama das ideias desprezadas pela parcela conservadora dos espectadores.

É significativo que a Globo tenha desistido do Vídeo Show, um dos programas mais clássicos da emissora, produzido a décadas para vangloriar e aumentar a idolatria do povo brasileiro pelos artistas e programas da casa. Desistiu do Vídeo Show não por este ser um programa de alto custo de produção, coisa que ele definitivamente não é, mas pelo programa estar tomando uma surra de audiência de programas de outras emissoras que já se posicionaram como alternativa conservadora à lacração desenfreada promovida pela Globo durante toda a sua programação.

O público já entendeu que desde o raiar do dia até o último minuto da programação, todos os programas produzidos pela Globo são do tipo ficção, com roteiro que esconde ataques à moral e aos costumes entendidos como caros por nada menos que 75% da população brasileira, ataques estes escondidos entre verdades manipuladas e lacração desenfreada.

Uma frase que já se tornou clássica nas redes sociais, resume bem a atual situação que comanda parcela considerável das verbas publicitárias das quais a Globo depende tanto no momento: quem lacra não lucra.

E para piorar o vazamento no caixa da Globo, o atual governo ainda tirou da manga mais um golpe para o qual a emissora não está preparada, o corte de verbas de patrocínio de empresas governamentais para os clubes de futebol brasileiro. Estes patrocínios, na realidade, beneficiavam indiretamente à Globo ao ajudar a manter parcela considerável dos clubes brasileiros com os aparelhos que os mantêm – até então – vivos, ligados.

E esse não será o único golpe que os clubes devem sofrer do atual governo brasileiro, eles serão pressionados, também, a pagar o que devem os cofres federais, uma nova caça às bruxas que pode culminar em mais uma onda de processos e prisões contra grandes nomes do futebol brasileiro.

Pressionados, só resta a estes clubes pressionar a Globo por maiores valores pelos direitos de transmissão das partidas dos principais campeonatos de futebol que são, teoricamente, uma das últimas fontes de lucro da Globo.

Concorrentes internacionais que desejam tomar esta última fonte certeira de renda da Globo estão só esperando o momento certo para tocar fogo no último restinho de combustível da reserva da Globo.

Muitos duvidaram quando no ano passado eu alertava que a Globo que todos conhecem já havia morrido, 2019 ainda reserva muitos sustos, tanto para a emissora quanto para os brasileiros que ainda acreditam que esse zumbi ainda vive.

Também como eu já havia dito aqui no GPS.Pezquiza.com, vem de dentro da própria Globo e de parcerias vitais para a emissora os gritos de insatisfação contra os erros que a emissora insiste em cometer. A Globo está expulsando peças vitais para a emissora, que podem comprometer ainda mais os seus interesses, e para piorar, ainda está implodida sem se dar conta da situação.

Este artigo foi escrito com a ajuda de importantes fontes às quais agradeço a confiança.

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