GLOBO DÁ AULA DE JORNALISMO NO DESFILE DE 7 DE SETEMBRO

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Você entendeu muito bem o título desta matéria, é isso mesmo, a Globo deu uma verdadeira aula de jornalismo no desfile do 7 de setembro e foi além, roubou para si toda a atenção que deveria ter sido da festa patriótica.

Tendo lido o título e a primeira linha desta matéria, é altamente provável que 90% das pessoas já entenderam como: – o cara está defendendo a Globo e falando que o que ela fez (que com certeza você está cansado de saber o que é) está certo.

E o ponto está justamente aí, eu não estou aqui a atenção para o que a Globo fez se está certo ou errado, e sim para o fato de que as pessoas não entendem o que exatamente é o jornalismo das mídias oficiais e muito menos o que é toda a programação ofertada pela parcela imensa da mídia brasileira que retém a atenção pública e decide o que vai ou não ser falado no Brasil.

Só para constar há muitos anos na minha casa a ordem é não se assistir Globo (e nem outras emissoras abertas), essa regra tinha algumas excessões até o início de 2018, a minha esposa vez ou outra arrumava alguma desculpa pra poder assistir ao Jornal Nacional e à novela depois desse jornal, aos domingos assistia ao Fantástico. A outra regra é que as crianças da casa não deveriam ser expostas à programação da Globo.

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Em 2018, a Globo avançou e muito em um problema que me fez tomar uma decisão séria, muito séria. Dentro da minha casa não se assiste mais à Globo, não há qualquer excessão a esta regra. No início da “imposição” a minha esposa ainda tentou argumentar e até mesmo apelar com ataques de nervo contra a regra drástica, no entanto eu fiz ela entender que mais 5 minutos de programação da Globo que ela insistisse em assistir fariam ela perder o marido para sempre. E isso não é modo de dizer e nem brincadeira da minha parte, foi isso mesmo, bastou dois minutos de conversa pra ela entender que ela é livre e pode fazer a escolha que ela quiser, assim como eu também sou, ela escolhe continuar a assistir à Globo e eu escolho me separar pois a atitude dela está prejudicando a mim e à minha família.

Mas o que há de tão maligno assim na Globo que faria até me separar de uma pessoa que insiste em assistir à programação dela dentro da minha casa? A coisa toda se resume em uma palavra: propaganda.

“Como assim? Propaganda? Essa matéria não era sobre o show de jornalismo da Globo no 7 de setembro? Agora você está falando sobre o intervalo comercial na Globo”

Não meus amigos, não estou falando de propaganda de carro, de produtos de higiene ou seja lá o que for dos intervalos comerciais. Estou falando de uma coisa muito mais complexa que permeia a programação da Globo de forma muito bem orquestrada, à serviço de interesses que vão contra os interesses de cada pai, mão e filho neste nosso país, que apenas deseja tocar a sua vida em paz, trabalhar e construir a sua família em um país que entregue o mínimo de infraestrutura e ítens de consumo, tudo de forma ordeira e honesta.

Estou falando da propaganda diária orquestrada pela emissora para a promoção de costumes que impeçam as pessoas de construirem núcleos familiares saudáveis, onde os parentes se respeitam, se apoiem e unam forças para a conquista de recursos que viabilizem economicamente toda a família e os quais possam ser passados e bem cuidados pelas gerações futuras destas famílias.

Combater esse tipo de organização social básica, o grupo familiar que se ama, se apoia e cresce junto; é prioritário para os interesses associados que controlam a grande mídia (TV, jornais, revistas, cinema, livros…), pois a formação deste tipo de grupo familiar forte, que provavelmente é o tipo de formação de grupo humano que menos se deixa controlar por interesses externos; é a prioridade da Globo.

Impedindo a formação de novos grupos fortes que possam vir a competir por recursos (poder), esses grupos garantem para si a manutenção da grande parcela de recursos que tem atualmente, bem como a agregação de mais recursos que muitas daquelas famílias que foram desestruturadas abriram mão por aceitarem como válidas as ideias mal intencionadas propagadas pela Globo e mídias associadas.

E o que a Globo necessita para continuar a propagar, de forma orquestrada, essas ideias que esfacelam as formações familiares e, por consequência, qualquer outra formação social que necessite de respeito a regras entre os membros que a compõem (como o conceito de nação, por exemplo): ela necessita apenas de atenção (audiência).

Na minha infância uma das frases que eu mais ouvia a minha mãe falar, e hoje entendo a grande sabedoria existente nela, era a seguinte: – falem bem ou mal mas falem de mim.

E é isso agora que a Globo está conseguindo, mas não só que as pessoas falem dela, mas que as pessoas continuem a assistir a programação da emissora (nem que seja para falar mal) e a propagar as ideias (pautas) que a emissora propõe, deixando de lado coisas que são muito mais importantes para as suas próprias vidas e dos seus familiares.

A Globo está conseguindo provar, mais uma vez, que a popularidade da emissora continua enorme e mais importante do que nunca. E novamente não se deixe enganar, popularidade não tem nada a ver com o conceito de bom ou de ruim, popularidade está sim ligada ao conceito de alcance da maior quantidade de audiência possível e de que as pessoas propaguem a ideia que você propôs, seja ela boa ou má, seja achando essa ideia correta ou errada.

No caso do 7 de setembro a Globo conseguiu o que queria e por isto deu um show, uma aula de jornalismo e provou o quanto ainda pauta o que se fala no Brasil e como se vai falar sobre aquele determinado assunto.

Eu explico, tenha calma.

No desfile do sete de setembro é inegável que a festa foi linda, que o garoto pegando carona no carro presidencial é, acima de tudo, um exemplo de patriotismo, de renascimento da chama do nacionalismo inclusive entre as gerações mais novas, tão importantes para o encaminhamento político nas próximas décadas. Uma data ideal para se discutir ao máximo tudo o que envolve esses conceitos: patriotismo, nacionalismo, união entre as pessoas para a formação de uma sociedade melhor, incentivar os pais a ensinarem seus filhos a amarem o país e acreditarem que podem fazer parte de uma política séria e que defenda os recursos e o território brasileiro…

A Globo não tinha como negar o mínimo dessa linha narrativa, e fez realmente uma reportagem com o mínimo possível disto: a festa com a nova postura presidencial no Brasil foi bonita e as famílias compareceram em massa e se empolgaram com o evento.

Após escrever a sua matéria, repito, com o mínimo dos mínimos para não engrandecer esse viés patriótico e de união familiar e social que ocorreu no sete de setembro, a Globo então arquitetou um plano sobre como mudar a narrativa sobre o 7 de setembro e “impedir” que as pessoas descrevessem a festa e o espírito nacionalista que a envolvia, trocando por uma discussão de baixa qualidade e de sentido ruim.

Foi bastante simples e eficaz: vamos atacar uma criança com um comentário infeliz de grande impacto, vamos arrumar uma desculpa qualquer como se a empresa fosse descuidada a este ponto, e então toda a narrativa do sete de setembro envolvendo o lado patriótico e familiar será perdida, as pessoas irão focar na atitude infeliz da emissora e isso com o tempo se resolve.

Pronto, foi perdida mais uma oportunidade de se falar de uma coisa muito boa para o Brasil, que inclusive, depois de todo ataque recebido pelos esquerdistas da Europa, estava mesmo precisando de uma narrativa boa e de união para a sua população.

Mais uma vez venceu a Globo, e continuará vencendo.

A única atitude que as pessoas, individualmente, podem tomar para acabar de vez com esse poder da emissora, elas não fazem e provavelmente nunca farão: não assistir mais à Globo, não acessar mais as mídias do grupo Globo e nem produzir nenhum conteúdo global.

A realidade é que essa atitude perfeita, que acabaria de vez com o império Globo, nunca vai acontecer.

A emissora segue dando show de como é que se domina uma população, sim, o que tivemos no sete de setembro foi um show de como se fazer jornalismo, a emissora mudou a narrativa do dia, como eu mostrei acima, e nem mesmo os “intelectuais” brasileiros se deram conta disto e continuaram a discutir o que a emissora quis que fosse discutido.

E se você assiste à Globo e não tem ideia de como a emissora te manipula (e provavelmente você se acha bem informado e inteligente por consumir o conteúdo propagado pela Globo), parabéns, compre mais uma televisão para dar mais audiência para a Globo por que ainda tá é pouco.

E pelo profissionalismo demonstrado pela Globo naquilo o que ela faz de melhor, levar à população brasileira a falar somente sobre o que ela deseja que seja falado, temos que reconhecer que ela é muito bem executado, tem que tirar o chápeu.

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