IPTV PIRATA: USUÁRIOS E SERVIDORES SERÃO “ENTREGUES” PELO GOOGLE, FACEBOOK E PAYPAL

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Sem dúvida o advento da pirataria da tv paga através do IPTV é o mais bem sucedido desde que esse mercado paralelo à tv por assinatura surgiu. Mas diante de tantos eventos de perseguição a esta indústria ilegal de entretenimento, podemos também dizer que é o momento mais complicado para as pessoas que lucram vendendo acesso não autorizado ao conteúdo da tv por assinatura, filmes e séries.

As operadoras afirmam que o tráfego para este tipo de conteúdo, na internet, tem caído consideravelmente.

Agora temos mais um capítulo que pode causar uma diminuição considerável no acesso ao IPTV pirata, pelo menos por algum tempo. A situação que agora se configura começou com um processo movido pela operadora de tv por assinatura americana Dish Network contra um servidor de IPTV pirata chamado EasyBox. A Dish pede uma indenização de 10 milhões de dólares ao servidor Easybox. A ação foi iniciada em agosto passado.

Agora o tribunal concedeu à Dish Network a permissão para identificar os operadores e os usuários dos serviços IPTV, que até então tinham preservado o direito de permanecerem com os seus endereços IP anônimos. A permissão vai além, a Dish pode solicitar estas informações a outras empresas de internet, inclusive de outros países do mundo com os quais os americanos mantém algum tratado de cooperação legal.

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Segundo os envolvidos, o objetivo inicial é identificar e combater os servidores (que eles denominam como operadores) IPTV que ganham dinheiro com a prática e os usuários individuais que capturam conteúdos e os compartilham com o público sem obter lucro com a prática, mas de qualquer maneira causando prejuízo aos detentores dos direitos autorais das obras pirateadas.

O processo da Dish Network contra o servidor IPTV Easybox corre em um tribunal federal no estado americano do Texas, a Dish ainda não obteve o nome dos mantenedores e envolvidos com este servidor IPTV específico, situação que deve se reverter em breve.

Através de uma autorização emitida pela juíza Lynn N. Hughes, a Dish recebeu permissão para citar e obter informações das maiores empresas de internet atuantes em todo o mundo, desde que estas tenham, de alguma forma, relacionamento com a Easybox.

A decisão da juíza não se enquadra, ainda, a outros provedores de IPTV que operam sem as devidas permissões legais, mas esta é uma situação que também pode-se arranjar facilmente, bastando para isto que pedido semelhante ao que foi feito contra o Easybox seja feito contra qualquer outro servidor IPTV que venha a ofertar conteúdo que seja prejudicial à Dish Network.

A decisão do tribunal federal do Texas deu à Dish Network o poder de praticamente obrigar que grandes empresas de serviços diversos na internet, como o Paypal, informem a lista de usuários que fizeram algum pagamento em favor do servidor Easybox.

Apesar de não haver, no site do servidor IPTV Easybox, menção à aceitação de pagamento através do Paypal, o que a Dish Network aposta é que os envolvidos na operação ilegal de IPTV tenham contas pessoais que receberam pagamentos através do Paypal.

Mas não só a gigante Paypal, será obrigada a fornecer informações de seus usuários à Dish Networks através do tribunal federal do Texas. O Google também foi citado no processo pois no site do Easybox há menções para o uso da plataforma Google+ além de que outros serviços prestados pelas diversas plataformas do Google podem ter sido usados pela Easybox para divulgar e facilitar o seu funcionamento.

O Facebook também se encontra em situação semelhante e não pode negar o fornecimento de informações.

Mas estas não são as únicas empresas de internet a se verem obrigadas a tomar parte neste processo. A Dish Network também recebeu permissão para citar o registrador de domínios Enom e também o intermediador Namecheap. O domínio Easybox.tv, usado pelo servidor pirata, tem links para ambos os serviços de registro de domínios.

O tribunal federal “aconselha” que as empresas colaborem com o processo.

Ao mesmo tempo, é necessário saber que, neste momento, as páginas do Easybox no Facebook e Twitter não estão mais ativas. Enquanto no facebook a página parece estar indisponível, no Twitter parece ter sido suspensa após violar as regras da plataforma.

De qualquer forma também o Twitter terá que fornecer informações para o esclarecimento do caso.

Mas isso não vai ser tudo, mas, como dissemos antes, a empresa demandada ofereceu conteúdo ilegalmente, mas também vendeu “caixas” pré-configuradas para tirar proveito de tudo isso. Essa era mais uma maneira de atrair clientes e facilitar ainda mais sua entrada no mundo da IPTV pirata.

Portanto, também é sabido agora que o DISH também pode solicitar informações de entidades que parecem ter distribuído ou vendido dispositivos IPTV Easybox para identificar os compradores desses produtos.

Se o caso já está parecendo muito ruim para o servidor IPTV até este ponto, espera aí, tem mais. Há uma segunda demanda da Dish Network, em relação à receptores IPTV que eram vendidos pela Easybox pré configurados para acesso aos seus serviços piratas.

Acontece que algumas empresas de varejo eletrônico venderam o tal receptor IPTV específico da Easybox e agora também serão obrigados a fornecer as cópias das notas fiscais de venda de cada aparelho vendido, o que por si só já permitirá identificar quem foram os compradores dos equipamentos nestas lojas.

O prazo para a entrega destas informações, pelas empresas, vence neste mês de novembro de 2019. Neste prazo também é esperado que todos os envolvidos com o servidor IPTV Easybox já tenham sido identificados.

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