MOTO G4 PLAY… Vale a pena pagar R$ 900 nele?

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Como está chegando o fim de ano e parece que as pessoas já estão sendo tomadas pelo quase espÁ­rito de Natal e já pensam em trocar os seus smartphones de 2016 por novos modelos que irão entrar 2017 adentro, já está chovendo na caixa de entrada do GPS.Pezquiza.com perguntas sobre se vale a pena ou não comprar este ou aquele aparelho, bem como quais são os aparelhos que serão mais destacados neste final de ano.

Por isto vou trazendo aos poucos informações sobre estes aparelhos, começando hoje pelo Moto G4 Play, que surgiu para o mercado tem pouco mais de um mês mas que já está fazendo sucesso nas prateleiras e certamente vai vender muito no final do ano.

No final do texto você poderá ver dois vÁ­deos review sobre ele, sendo que no do canal canal Eu Testei, há um teste falando sobre o game Pokemon Go.

O texto abaixo É a transcrição do review do primeiro vÁ­deo, curte aÁ­:

A quarta geração da linha de maior
sucesso da motorola seguiu a tendência
do Moto X. Agora sob a responsabilidade
da Lenovo, a famÁ­lia Moto G dividiu-se
pra tentar agradar a diferentes tipos de
consumidores. Enquanto o Moto G4 e o G4 Plus
atendem os consumidores que buscam
um aparelho mais completo, o Moto G4 Play
tenta resgatar a fama de smartphone com
bom custo benefÁ­cio. O modelo chega
custando por volta de 900 reais, mais
barato que seus irmãos mais velhos e
com um preço bem competitivo para esse
segmento.
Será que vale a pena apostar no Moto G4 Play?
Os aparelhos da quarta geração do
Moto G apresentam um visual muito
semelhante entre si. Embora seja um pouco
menor que os irmãos da mesma geração,
o G4 Play pode ser facilmente confundido
com o G4 tradicional.
Estamos falando de um aparelho
ligeiramente maior que o Moto G de terceira
geração mas consideravelmente mais
fino. No geral, o design agrada e entrega
uma identidade visual bem
caracterÁ­stica da nova geração.
A textura na tampa traseira É bonita e
as bordas metálicas dão um charme,
favorecendo a pegada. A versão com TV
digital ainda vem acompanhada de uma
bela tampa na cor roxa, porÉm É
realmente uma pena que o G4 Play não
possa ser customizado atravÉs do Moto
Maker.
O aparelho ainda É resistente a
respingos d’água mas não herdou a
proteção do seu antecessor.
Da mesma forma que seus irmãos, o G4
Play manteve a mesma tecnologia de
seus antecessores,
portanto temos o mesmo LCD IPS de
qualidade que oferece imagens nÁ­tidas e
com um bom equilÁ­brio entre cor,
contraste e brilho. PorÉm não há como
deixar de notar que temos exatamente o
mesmo display do Moto G de terceira
geração:
estamos falando do mesmo tamanho de tela,
mesma resolução e mesma qualidade, o que
seria muito bom se não estivÉssemos
diante da quarta geração.
Quando o assunto É o sistema
operacional, não temos do que reclamar
dos aparelhos da Motorola.
Depois de assumir o controle da empresa, a Lenovo manteve a caracterÁ­stica
pura do sistema dos aparelhos Moto, o
que É muito bom pros usuários. O Moto
G4 play já vem equipado com o Marshmallow
e provavelmente está elegÁ­vel para
receber o aguardado Nougat. O
destaque da versão DTV Colors É
exatamente o suporte para TV digital,
uma caracterÁ­stica muito procurada pelo
pÁºblico brasileiro.
Não É somente no display que temos um
repeteco da antiga geração. O G4 Play vem
equipado com o mesmo chipset do seu
antecessor.
Na verdade, a velocidade de processamento
É um pouco mais baixa mas os 2GB
de memória RAM acabam compensando e
salvando o aparelho de mais crÁ­ticas. O smartphone
atÉ apresenta um bom desempenho,
conseguindo lidar com vários games
pesados e atividades simultÁ¢neas.
TÁ­tulos como PokÉmon GO, Mobil’s Final
Fantasy e Modern Strike Online rodaram com lags ocasionais,
porÉm nesse ponto não há como deixar
de pensar que o G4 play É o Moto G
de terceira geração
com uma carcaça renovada. Eles tambÉm
possuem a mesma capacidade de
armazenamento: são 16GB com suporte
Á  expansão com o uso de cartão MicroSD.
Embora tenha mantido praticamente o
mesmo hardware e display, o Moto G4 Play
apresenta uma cÁ¢mera inferior quando
comparado ao antecessor.
AlÉm da diminuição de resolução, que
foi de 13 para 8 megapixels, temos uma
perceptÁ­vel queda na qualidade,
especialmente em fotos noturnas. Em fotos
com iluminação favoríel, temos
imagens nÁ­tidas e com boa definição.
As cores são fiÉis e É possÁ­vel
fazer belas capturas durante o dia,
porÉm sem luz natural as fotos ficam
muito borradas e quase não há
definição nas imagens.
Mesmo ajustando o foco, É muito difÁ­cil
obter boas fotos com o G4 Play durante a
noite.
Já a cÁ¢mera frontal apresentou
desempenho mediano em ambas ocasiões
O Moto G4 Play ainda É capaz de
gravar vÁ­deos em Full HD e fazer fotos
panorÁ¢micas.
Se houve um ponto no qual o G4 Play evoluiu
com relação ao seu antecessor, É a
bateria.
Temos um smartphone intermediário com
uma grande capacidade, algo raro nesse
segmento. O resultado disso É uma boa
autonomia capaz de fazer o aparelho
acompanhar o usuário por um longo dia
de uso moderado e chegar ao final dele
com mais de 30% da carga. A bateria
ainda conta com um sistema de
carregamento rápido que foi capaz de ir
de 0 a 50% em apenas uma hora.
No quesito áudio, tambÉm temos a mesma
experiência do Moto G de terceira
geração.
O alto falante do G4 Play apresenta um
som baixo e sem grandes distorções com um
volume baixo.
A vantagem É poder contar com a saÁ­da
de som na parte da frente, o que
significa que ela raramente será
abafada.
O fone de ouvido É o mesmo de sempre,
longe de ser um acessório agradíel e de boa qualidade.
O Moto G4 Play É um smartphone muito
confuso no portfólio da Lenovo.
O aparelho possui praticamente as mesmas
caracterÁ­sticas de seu antecessor,
trazendo apenas mudanças no aspecto
visual.
Embora seja mais barato que o G4 e o G4 Plus,
É difÁ­cil entender a estratÉgia da
Lenovo com o lançamento do G4 Play. O
upgrade no design que ainda não conta com a
personalização do Moto Maker
não parece justificar a existência
desse aparelho. O G4 Play tem suas
qualidades e conseguiu manter o preço
abaixo dos 900 reais, algo que seus
irmãos não conseguiram, porÉm a
impressão que fica É a de que não houve
inovação e vale a pena pagar um pouco
mais caro pra aproveitar as novidades.