GOOGLE E FACEBOOK DITAM REGRAS PARA CONTER ASSÉDIO SEXUAL ENTRE SEUS EMPREGADOS

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As grandes da tecnologia, Google e Facebook, estão se mostrando a cada dia mais preocupadas com futuros processos que relacionem as suas empresas como sendo um ambiente favorável e amigável ao assédio sexual contra seus empregados, desta forma as duas empresas resolveram editar regras internas para deixar bem claro aos seus empregados quais são os comportamentos que consideram inadimissiveis entre seus funcionários enquanto estiverem contratados por elas.

É bom que se entenda que o distanciamento sexual entre as pessoas tem crescido culturalmente nos Estados Unidos (fato que também afeta outros países de primeiro mundo, como o Japão) à medida em que as pessoas tem tomado cada vez mais cuidado ao se relacionarem socialmente com medo de serem mal interpretadas ao pronunciarem frases simples que possam ser confundidas com assédio sexual, como elogiar a camisa ou o corte de cabelo do colega, pois entendem que o outro pode enxergar nesse tipo de elogio um convite a um relacionamento sexual.

O tema assédio sexual entre colegas de trabalho tem se tornado tão espinhoso que foi até mesmo matéria de recente artigo no Wall Street Journal cujo título foi “Você ainda consegue paquerar um colega de trabalho?”. O artigo foi focado nas regras globais publicadas por Google e Facebook a fim de “orientarem” seus empregados sobre o assédio sexual não apenas no ambiente de trabalho mas enquanto empregados nestas corporações.

As regras são bastante simples em seu conteúdo mas norteiam de forma bastante radical como estas empresas aceitam que seus empregados ajam quando interessados em um de seus colegas.

Os empregados só podem abordar um colega de trabalho uma vez, se a abordagem for recusada, não devem fazer nova tentativa. Respostas ambíguas como “Estou ocupada” ou “Não posso naquela noite” devem ser entendidas como “não”, disse Heidi Swartz, chefe global de legislação laboral do Facebook.

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A regra é adotada por ambas as empresas.

Como para um bom entendedor meia palavra basta, existem alguns recados implícitos na regra colocada pelo Google e Facebook, é preciso saber pedir permissão para abordar um colega de trabalho para um relacionamento além do ambiente de trabalho e mesmo que o colega não tenha feito uma recusa direta, qualquer resposta diferente de sim é claramente interpretada como um não definitivo, o que também deixa claro que o único consentimento possível é o consentimento inequivoco, mesmo que note que o colega ficou em dúvida sobre o pedido quem fez a abordagem não deve fazer nova tentativa pois isto já será considerado como um assédio sexual no ambiente de trabalho passível de toda punição legal pelo ato.

A regra também é bem clara ao afirmar que a empresa entende que ambas as pessoas envolvidas na abordagem são completamente capazes de definir o que querem.

O relacionamento entre os empregados que tiveram uma primeira abordagem mal sucedida não estará completamente “proibido” desde que em uma eventual segunda abordagem quem a faça seja a pessoa que negou o pedido de encontro do outro colega.

O assédio entre chefes e subordinados também foi tratado garantindo ao subordinado serem protedigos outros empregados em nível hierarquico mais elevado que o seu que devem agir pela punição do assediador ao serem comunicados do assunto por quem está sofrendo o problema.

E para mostrar que a política de proteção contra o assédio sexual no ambiente de trabalho será levada de forma radical ambas as empresas tem um departamento especialmente formatado para que os empregados que se sintam assediados no ambiente de trabalho denunciem o colega que está praticando os maus atos que foram regulamentado pelas empresas como assédio sexual.

A sociedade americana tem visto estas regras como de particular importância para esclarecer o que é o assédio sexual não somente entre os colegas de trabalho, mas também no trato social em geral, e elas foram recebidas como um bom começo para se falar sobre o assunto.