SATÉLITE DA SES está PIFADO E SEM RUMO próximo a satélite StarOne

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Na última semana o satélite AMC9, que pertence à operadora de satélites SES e está, ou estava até então, em órbita geoestacionária na posição orbital 83° Oeste, que fica na América do Sul e é próxima à orbital do satélite StarOne D1, que fica na posição orbital 84°W, apresentou uma importante anomalia que o colocou à deriva em altitude que pode ameaçar não só o satélite StarOne D1 mas também o satélite argentino Arsat 2, que está na posição orbital 81°W.

A SES não comunicou o que aconteceu ao satélite que o tornou inoperante e possivelmente até mesmo incomunicável, somente disse que o satélite está se deslocando lentamente e que está se comunicando com outras operadoras de satélite e agências governamentais de controle de tráfego orbital para que possam proceder o monitoramento da movimentação do AMC9.

A SES está movendo para outros satélites as transmissões que tinha no AMC 9 e também solicitou a outras operadoras de satélite que tem satélites em orbita próxima a que era ocupada pelo AMC9 que lhe ajudem a restabelecer as transmissões que eram feitas através do AMC9.

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O prejuízo total estimado que foi causado por tal evento à operadora SES está orçado em mais de 50 milhões de euros.

O AMC 9 já tinha 14 anos de vida útil.

Vale a pena lembrar que uma pane total em um satélite de comunicações é um evento extremamente raro de acontecer, teria então o satélite da SES sido vítima de detritos espaciais?

Se o AMC9 virou lixo espacial em órbita no cinturão de clark é realmente um evento importante e preocupante para as operadoras de satélite já que o local correto para satélites inoperantes fica 300 quilometro acima desta altitude orbital.